A Polícia Militar de Mato Grosso afastou o capitão Hugo Rafael Carvalho Nascimento, de 39 anos, após uma corretora de imóveis, de 27 anos, denunciá-lo por invasão de domicílio, ameaça e agressão física. O caso ocorreu no sábado (3), em Várzea Grande, mas ganhou repercussão nesta semana.
A Polícia Judiciária Civil registrou a ocorrência na 2ª Delegacia do bairro Cristo Rei e abriu investigação com base nos crimes de extorsão, lesão corporal e ameaça.
A mulher relatou que o capitão invadiu sua residência, a agrediu fisicamente e proferiu ameaças após um desentendimento envolvendo a intermediação de um contrato de aluguel.
Polícia apura conduta e retira capitão das ruas
Após tomar conhecimento da denúncia, a Polícia Militar instaurou um procedimento administrativo disciplinar e removeu o capitão das atividades de policiamento ostensivo. A corporação também afirmou que acompanha a apuração do caso junto à Polícia Civil e garantiu que tomará providências conforme os desdobramentos.
Militar grava vídeo e acusa casal de estelionato
Em resposta, o capitão Hugo Nascimento divulgou um vídeo nas redes sociais, onde nega as acusações e afirma que o casal que o denunciou age como estelionatário reincidente. Ele alegou que a mulher e o marido aplicam golpes por meio de falsas negociações de aluguel de imóveis.
“Esse casal se apresenta como corretor, aluga imóveis e fica com o dinheiro do inquilino. Enquanto isso, mente ao proprietário dizendo que ninguém pagou. Descobri que colegas da PM também caíram nesse golpe”, afirmou o capitão.
Hugo afirmou que reuniu provas do golpe e evitou entrar em detalhes sobre o confronto com a corretora. “Não vou comentar o caso. As investigações vão mostrar quem está com a razão”, disse.
Capitão questiona impunidade e critica sistema de Justiça
Durante o vídeo, Hugo questionou a eficácia do Estado no combate a crimes de estelionato. “Você conhece algum estelionatário preso? Alguma vítima que recuperou seus bens com ajuda do Estado? Eu não conheço”, desabafou.
O militar argumentou que a repercussão do caso ignora o histórico criminoso do casal e se mostrou inconformado com as acusações contra ele. “Eu não aguento mais tanta mentira. Quem deveria responder por crime está solto e impune”, afirmou.
Perguntas frequentes
Sim, se houver provas, ele responde como qualquer cidadão e pode ser preso.
Sim, o Código Penal prevê pena de 1 a 5 anos de prisão e multa.
Pode sim. O afastamento é preventivo e visa preservar a investigação.


