A vereadora Baixinha Giraldelli (SOL) reuniu-se com o presidente do TCE, Sérgio Ricardo, para discutir a capacitação de mulheres na política como estratégia contra a violência de gênero. O encontro ocorreu na segunda-feira (10), na sede do TCE, com participação da Associação Brasileira de Mulheres na Carreira Jurídica.

A Relação entre participação política e redução da violência
Estudos mostram que mais mulheres em cargos políticos levam a políticas públicas mais sensíveis às questões de gênero, ajudando a reduzir a violência contra a mulher. A vereadora Baixinha, vice-presidente da Comissão da Mulher da Câmara, destacou a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de decisão para promover mudanças estruturais.
Infraestrutura insuficiente: um obstáculo ao combate à violência
Atualmente, o Brasil possui 492 delegacias especializadas no atendimento à mulher; no entanto, apenas 60 (12,1%) funcionam 24 horas por dia. Como resultado, essa limitação dificulta o acesso das vítimas aos serviços de proteção, principalmente em momentos críticos. Diante disso, a vereadora destacou a necessidade urgente de ampliar e fortalecer esses serviços, garantindo que as mulheres possam denunciar agressões com segurança e receber o apoio necessário. Além disso, ela reforçou a importância de políticas públicas mais eficazes para enfrentar o problema.
Compromisso do TCE no enfrentamento à violência
O presidente do TCE, Sérgio Ricardo, afirmou que a instituição está comprometida em fortalecer parcerias para combater a violência contra a mulher. Ele ressaltou a falta de políticas públicas eficazes e a necessidade de recursos para delegacias especializadas e proteção às vítimas.
Perguntas e Respostas
Como a participação feminina na política pode ajudar a reduzir a violência contra a mulher?
A presença de mulheres em cargos políticos tende a resultar na criação de políticas públicas mais sensíveis às questões de gênero, promovendo medidas preventivas e de apoio às vítimas de violência.
Qual é a atual situação das delegacias especializadas no atendimento à mulher no Brasil?
Existem 492 delegacias especializadas no país; no entanto, apenas 60 funcionam 24 horas por dia. Por consequência, essa limitação dificulta o acesso das vítimas aos serviços de proteção, principalmente em momentos críticos. Além disso, essa situação pode comprometer a eficácia do apoio oferecido.
Quais são as principais ações propostas para fortalecer o combate à violência contra a mulher?
Entre as ações estão a ampliação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas, a capacitação de mulheres para a política e a implementação de políticas públicas de proteção e apoio às vítimas.









