Um caminhoneiro gravou um vídeo nas redes sociais e escancarou uma polêmica que há anos incomoda motoristas em Mato Grosso. Ele denunciou a cobrança de pedágio por indígenas da etnia Pareci em uma estrada que liga Campo Novo do Parecis a Sapezal, no noroeste do estado. A gravação viralizou e forçou o tema a voltar ao centro do debate público.
Indígenas controlam passagem em trecho não regulamentado
Indígenas Pareci cobram valores diretamente dos motoristas que passam pela estrada não pavimentada que cruza seu território. Eles exigem R$ 10 de motocicletas, R$ 20 de carros e R$ 50 de caminhões. A comunidade alega que utiliza os recursos para manutenção do território e projetos internos.
O caminhoneiro, revoltado, questionou a legalidade da cobrança. Ele afirmou que não reconhece a estrada como privada e criticou o valor cobrado. “Ninguém fiscaliza, ninguém regula, e quem depende da estrada fica sem alternativa”, protestou na filmagem.
Motoristas reclamam da cobrança sem recibo
Transportadores e moradores locais denunciam que os indígenas não emitem recibos e não seguem qualquer regulamentação oficial. Eles apontam o impacto direto nos custos de transporte e alegam que o pedágio cria insegurança jurídica e onera a logística da região agrícola.
“Passo por esse trecho toda semana. Já pago imposto, IPVA, licenciamento. Agora tenho que pagar mais um pedágio sem direito a questionar?”, desabafou um produtor rural de Sapezal.
Perguntas frequentes
Não há lei federal que regulamente isso, o que torna a prática controversa e sem respaldo jurídico claro.
O trecho é estadual, mas parte dele cruza território indígena sob domínio da etnia Pareci.
Podem controlar o acesso às suas terras, mas bloquear estrada pública sem autorização oficial pode gerar conflito legal.


