A tutora da cadela Xuxa, uma pinscher de pequeno porte, preparou-se para sair de Nova Andradina (MS) rumo a Campo Grande. Ela havia agendado a revisão de seu veículo em uma concessionária da capital. No entanto, antes de pegar a estrada, ela percebeu que Xuxa não aparecia em nenhum cômodo da casa. A princípio, ela acreditou que a cadela havia escapado pelos fundos e decidiu seguir viagem, imaginando que a encontraria mais tarde.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) July 30, 2025
Contudo, ao longo dos 300 quilômetros percorridos, algo surpreendente ocorria sem que ela soubesse. Xuxa havia se escondido no compartimento do motor e permaneceu ali durante todo o trajeto um ambiente escuro, apertado e, principalmente, perigoso.
A surpresa veio com um barulho estranho no motor
Assim que a motorista chegou à concessionária, os mecânicos iniciaram a inspeção de rotina. Durante o processo, eles ouviram ruídos estranhos vindos do motor. Em seguida, abriram o capô e se depararam com uma cena completamente inesperada: Xuxa estava viva, coberta de graxa e visivelmente assustada. Apesar do susto, ela não apresentava ferimentos.
Imediatamente, os funcionários chamaram a tutora, que não conteve a emoção ao reencontrar sua companheira ilesa. A equipe da oficina agiu com cautela para retirar a cadelinha do local, evitando qualquer risco adicional.
Entenda por que Xuxa sobreviveu a essa situação extrema
De acordo com veterinários consultados, casos assim são raros, mas não inéditos. Normalmente, motores de veículos podem atingir temperaturas superiores a 90°C durante o funcionamento. Portanto, a sobrevivência de Xuxa impressiona. Possivelmente, ela encontrou refúgio em uma área isolada do calor e distante das partes móveis do motor, como o protetor de cárter ou próximo ao isolamento acústico.
Além disso, por causa do porte pequeno e do tempo de viagem relativamente curto cerca de quatro horas, Xuxa escapou de consequências mais graves. Embora casos semelhantes já tenham sido registrados no Brasil, a maioria termina com ferimentos ou mortes. Em 2021, por exemplo, um gato sobreviveu a uma viagem de 200 km entre cidades do Sul, também escondido no motor.
Por isso, organizações de proteção animal reforçam a necessidade de adotar um cuidado simples e eficaz: bater no capô antes de ligar o carro, principalmente em dias frios. Essa atitude pode evitar acidentes com animais que buscam abrigo perto de fontes de calor.
Ao final do dia, Xuxa voltou para casa em segurança, mas sua história continua repercutindo, principalmente por mostrar o quanto o acaso e a sorte ainda desafiam a lógica.
Perguntas frequentes
Sim, principalmente gatos e cães de pequeno porte, em dias frios.
Apesar de alguns modelos contarem com sensores de movimento, ainda são raros.
Com campanhas educativas simples, é possível prevenir esses casos e salvar vidas.



