As chuvas intensas que atingem Mato Grosso transformaram novamente a paisagem da Chapada dos Guimarães. A cachoeira Véu de Noiva, que já enfrentou níveis críticos de seca, voltou a registrar forte vazão em sua queda de 86 metros.
Antes e depois revelam impacto climático na região
Páginas de turismo divulgaram vídeos que evidenciam a mudança no cenário. Nos registros atuais, a água desce com força e coloração escura, resultado do arraste de sedimentos pelas chuvas. Em 2025, turistas registraram um volume muito menor, evidenciando a instabilidade hídrica que afeta o cartão-postal.
As chuvas carregam terra e matéria orgânica para o leito da cachoeira, alterando a coloração da água. Técnicos explicam que o fenômeno é natural em períodos chuvosos e não indica, por si só, poluição. Ainda assim, o monitoramento ambiental permanece essencial.
Histórico de seca acende alerta ambiental
O ICMBio registrou, em 2023, o menor nível já visto na cachoeira. A queda d’água praticamente desapareceu em alguns períodos. Especialistas associam o fenômeno às mudanças climáticas, ao avanço do desmatamento e à pressão sobre recursos naturais na região.
Mato Grosso enfrenta ciclos cada vez mais intensos entre seca e chuva. Esse padrão impacta o turismo, a biodiversidade e o abastecimento hídrico.
O aumento do volume deve impulsionar o turismo na Chapada. O ICMBio orienta visitantes a respeitar áreas delimitadas e evitar o descarte irregular de lixo.
Chuvas fortes arrastam sedimentos e matéria orgânica para os rios, o que altera temporariamente a cor da água.
A cachoeira tem aproximadamente 86 metros de queda, sendo a maior do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
Sim. A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) prevê multas e punições para quem degrada o meio ambiente.



