A busca por sobreviventes e desaparecidos mobiliza autoridades e voluntários na Venezuela após os terremotos registrados nesta quarta-feira (24). Levantamentos realizados por plataformas criadas para reunir informações de familiares apontam que milhares de pessoas ainda não conseguiram restabelecer contato após os abalos.
Até a madrugada desta quinta-feira (25), quase 8 mil pessoas continuavam sendo procuradas por parentes e amigos em diferentes regiões do país.
Plataformas reúnem pedidos de ajuda
Uma das iniciativas populares contabilizou 8.378 registros de desaparecimento relacionados à tragédia.
Segundo os dados divulgados, 418 pessoas já foram localizadas, mas 7.960 permaneciam sem contato.
Outras páginas criadas nas redes sociais também passaram a reunir informações e pedidos de ajuda enviados por familiares.
Mortos e feridos já passam de centenas
Em balanço preliminar, o governo venezuelano confirmou pelo menos 32 mortes e mais de 700 feridos.
A região de La Guaira concentrou os danos mais severos causados pelos terremotos.
Autoridades classificaram a área como zona de desastre e iniciaram ações emergenciais para atender os moradores afetados.
Especialistas alertam para dimensão da tragédia
Além dos números oficiais, projeções preliminares indicam que os impactos podem ser ainda maiores.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliou que a combinação entre a intensidade dos tremores, a alta densidade populacional das áreas atingidas e a vulnerabilidade de parte das construções pode resultar em um desastre de grandes proporções. Além disso, o órgão alertou para o risco de novos desabamentos, agravamento dos danos estruturais, interrupção de serviços essenciais e aumento significativo do número de vítimas e desalojados nas regiões mais afetadas pelos terremotos.
A estimativa inicial aponta risco de elevado número de vítimas e danos generalizados.
Enquanto equipes de resgate avançam sobre áreas destruídas, milhares de famílias continuam em busca de notícias sobre parentes desaparecidos. Abrigos emergenciais já começaram a receber moradores que perderam suas casas ou não podem retornar aos imóveis por questões de segurança. O cenário segue em constante atualização, e as autoridades trabalham para ampliar o atendimento às vítimas e localizar pessoas que permanecem sem contato após os terremotos.
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