Uma cena alarmante registrada na noite deste último domingo (7) expôs a precariedade da manutenção de espaços públicos em Nova Mutum (MT). Pais que levaram os filhos para brincar em uma praça localizada nas imediações do Hospital Hilda Strenger Ribeiro se depararam com um cenário inusitado e repulsivo: o escorregador do parquinho infantil estava coberto por fezes humanas, completamente inutilizável.
O morador que presenciou a situação, gravou um vídeo e publicou nas redes sociais. “Não tem como a criança brincar, não tem condições. A praça precisa de fiscalização. É revoltante”, relatou ele no vídeo que rapidamente viralizou entre os moradores locais.
Vestígios indicam permanência indevida no espaço público
Além das fezes, o encontrou uma bermuda, um par de chinelos e um pote de gel ao lado do escorregador. Os objetos indicam que alguém usou o espaço como abrigo ou banheiro improvisado e saiu às pressas.
Moradores relatam que casos parecidos ocorrem com frequência. Eles afirmam que pessoas em situação de rua invadem áreas públicas à noite e utilizam os parquinhos como dormitório.
Leis prevêem punição para o ato cometido
A Polícia pode enquadrar o autor por crime ambiental e por dano ao patrimônio público. O artigo 163 do Código Penal prevê detenção de até três anos para quem danifica bens públicos. Já a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) define punições para ações que comprometem a saúde e o meio ambiente urbano.
Juristas explicam que o Ministério Público pode abrir investigação com base no vídeo divulgado e no laudo da vigilância sanitária, caso seja emitido.
Perguntas frequentes
Não se sabe quem fez, mas suspeitam que uma pessoa em situação de rua tenha usado o brinquedo como banheiro improvisado.
É crime. A lei prevê punições por dano ao patrimônio público e crime ambiental.
Ainda não se pronunciou oficialmente.



