Quatro garotas de programa protagonizaram uma briga violenta na noite de domingo (3), em frente a uma espetaria no bairro Zero Km, em Várzea Grande (MT). A região, conhecida como reduto da prostituição de mulheres e travestis, virou palco de gritaria, agressões físicas e cadeiras voando em meio à multidão.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 4, 2025
Enquanto os golpes se intensificavam, uma cliente gravou tudo com o celular. Ela reagiu com espanto, usando um tom irônico, ao ver uma das mulheres com as nádegas expostas. “Olha a lapa de cu! Jesus amado! Tô tremendo aqui. Dá até medo”, narrou, com sotaque cuiabano, enquanto tomava uma Ice.
Internautas expõem indignação e polarizam debate
Milhares de usuários reagiram ao vídeo. Alguns zombaram da situação, trataram a briga como mais um episódio cômico do cotidiano noturno de Várzea Grande. Outros, no entanto, criticaram a passividade das testemunhas que preferiram filmar a intervir. “É fácil narrar a tragédia, mas ninguém quer ajudar”, comentou uma seguidora.
Mensagens com tom religioso também marcaram presença. “Estou bem tranquila, dentro do meu lar, protegida por Deus e longe desses perigos noturnos”, escreveu uma internauta, sugerindo que o episódio reflete um ambiente espiritualmente degradado.
A Polícia Militar não confirmou nenhuma ocorrência oficial registrada até o momento.
Prostituição, violência e descaso em Várzea Grande
O bairro Zero Km reúne há décadas trabalhadoras do sexo, travestis e frequentadores da noite em um cenário de abandono público. A violência recorrente, a ausência de segurança urbana e a falta de políticas específicas alimentam conflitos como o registrado no domingo.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 65% dos casos de violência contra mulheres trans e travestis ocorrem em contextos de prostituição. A maioria permanece sem investigação formal.
Perguntas frequentes
Ninguém sabe ao certo, mas o vídeo sugere uma disputa acalorada, possivelmente por território ou clientes.
Sim. O vídeo foi publicado no Instagram e viralizou rapidamente.
Não há registro oficial de boletim de ocorrência ou ação policial no momento.
