Na noite de quarta-feira (18), uma bomba artesanal com a sigla “CV” que representa o Comando Vermelho provocou pânico no Morro do Querosene, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Imediatamente, a Polícia Militar isolou a área e acionou o Esquadrão Antibombas do BOPE, que desativou o artefato. Assim, o episódio reforçou o alerta sobre a expansão das facções criminosas em Minas Gerais.
Facção assume controle e espalha medo no bairro
De acordo com relatos, o explosivo foi encontrado em um ponto de grande circulação de moradores. Além disso, a marca do Comando Vermelho deixou evidente a intenção da facção de impor domínio sobre o território e intimidar grupos rivais. Como resultado, o clima de tensão se intensificou, obrigando a população a se trancar em casa e evitando circular pelas ruas.
Morte de líder do tráfico acende estopim da violência
O cenário ficou ainda mais crítico após a morte de Davi Emanuel, conhecido como “matador” do Comando Vermelho em BH. Segundo a Polícia Civil, criminosos executaram Davi no dia 14, em uma emboscada. A partir desse crime, surgiram novos episódios de violência. Entre eles, a instalação da bomba, que provavelmente simboliza uma retaliação e uma clara tentativa de intimidar adversários.
Guerra do tráfico avança e desafia autoridades em BH
Por outro lado, o episódio não é isolado. Conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os conflitos ligados às facções cresceram 17% em Minas Gerais nos últimos dois anos. Atualmente, essas organizações não atuam apenas no tráfico de drogas. Elas também controlam extorsões, lavagem de dinheiro e impõem leis paralelas nas comunidades.
Diante desse cenário, as forças de segurança intensificaram as operações no Morro do Querosene. No entanto, moradores seguem com medo, pois sabem que a guerra entre facções permanece ativa, silenciosa e, sobretudo, violenta.
Perguntas frequentes
Para reforçar seu domínio e intimidar facções rivais após a morte de Davi Emanuel.
Sim. O BOPE neutralizou o artefato sem vítimas e garantiu a segurança do local.
Sem dúvida. O estado registra aumento nos conflitos e na atuação do crime organizado.









