Bombeiros fazem despedida emocionante para o cão de resgate Guapo, morto após câncer; veja vídeo

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O 4º Batalhão de Bombeiros Militar de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, organizou uma emocionante cerimônia para se despedir de Guapo, um cão de resgate que prestou serviços à corporação por 10 anos. O labrador de 11 anos enfrentava um câncer agressivo no coração, e, após avaliação veterinária, a equipe optou pela eutanásia. Ao lado do caixão coberto com a bandeira do batalhão, o sargento Alex Sandro Brum, companheiro de todas as missões, expressou sua dor: “Já estou com saudade do meu companheiro, está sendo bem difícil esse momento”.

Durante 10 anos, Guapo atuou como protagonista em missões de salvamento

Desde filhote, Guapo demonstrou aptidão para localizar pessoas desaparecidas, principalmente em áreas de difícil acesso. Por isso, os bombeiros decidiram investir no seu treinamento técnico. Ao longo da carreira, o cão participou de mais de 120 missões de busca e resgate em cenários críticos, como enchentes, soterramentos e desabamentos. Dessa forma, Guapo se tornou referência entre os cães operacionais do estado.

Além disso, estudos da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, comprovaram que cães de resgate, como Guapo, não apenas ampliam a eficácia das buscas, mas também ajudam a manter o equilíbrio emocional dos bombeiros durante missões de alto risco. Por esse motivo, muitas corporações passaram a investir em programas de adestramento de cães voltados exclusivamente para operações humanitárias.

Com bandeira e silêncio, bombeiros renderam homenagem ao amigo de farda

No pátio do quartel, os bombeiros alinharam-se em formação e prestaram continência diante do caixão de Guapo. Assim, mesmo sem palavras, expressaram o profundo respeito ao cão que marcou gerações de bombeiros. Embora o protocolo militar não preveja formalmente esse tipo de homenagem, cada vez mais corporações adotam rituais semelhantes, especialmente quando o animal representa um símbolo de bravura e dedicação à missão.

Vale destacar que outros países, como Japão e Canadá, já adotam cerimônias oficiais para cães de serviço falecidos. Por consequência, essa valorização impulsiona debates no Brasil sobre como reconhecer de forma institucional o trabalho desses animais.

Apesar dos feitos, cães como Guapo ainda não têm garantias legais

Embora Guapo tenha vivido seus últimos dias sob os cuidados do próprio sargento Brum, a legislação brasileira ainda não garante aposentadoria, assistência médica ou abrigo aos cães de serviço. Portanto, o destino desses animais depende exclusivamente do vínculo com seus condutores. Especialistas defendem que o poder público precisa agir. Afinal, esses animais dedicam a vida a salvar outras e, como resultado, merecem amparo digno ao encerrar suas atividades.

Perguntas frequentes

O que acontece com os cães de resgate quando envelhecem?

Geralmente, os tutores assumem a guarda, mas sem apoio oficial, o que compromete os cuidados veterinários e alimentação.

Quais estados brasileiros contam com programas de cães de resgate?

Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná mantêm canis operacionais nas corporações de bombeiros e polícia militar.

Como a população pode apoiar esses animais após a aposentadoria?

Projetos de adoção e financiamento coletivo vêm surgindo como alternativas, mas ainda de forma isolada e sem articulação nacional.

Lucas

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