Um incêndio florestal atinge desde sábado (23) a Serra de Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), e mobiliza o Corpo de Bombeiros em uma ação intensa para conter as chamas que ameaçam áreas protegidas de biodiversidade única.
— Perrengue2 (@perrengue2025) August 24, 2025
Fogo avança em área de alta conservação
As chamas se alastram sobre uma região importante para a biodiversidade, localizada na transição entre Cerrado e Amazônia e que contempla espécies como tamanduás, lontras e até a maior cachoeira do estado — a Jatobá, com 248 m de queda. O parque estadual ocupa mais de 158 mil hectares e tem histórico de ameaças, como desmatamento, caça e queimadas ilegais. Até o momento, não há estimativa oficial da área queimada.
Condições dificultam o combate às queimadas
As equipes do Corpo de Bombeiros atuam na linha de frente, mas enfrentam ventos fortes e clima seco, que aumentam a intensidade do fogo e dificultam o controle do avanço das chamas. O terreno montanhoso e o acesso limitado dificultam o deslocamento das brigadas terrestres, aumentando a complexidade da operação.
Queima prescrita evitou desastre maior
Em junho, o próprio Corpo de Bombeiros conduziu uma queima prescrita controlada em cerca de 4 mil hectares na mesma região, reduzindo material combustível e criando “bolsões” seguros que atuam como barreiras naturais. A ação preventiva ajudou a conter focos futuros. A técnica também promoveu regeneração ecológica ao permitir que a vegetação rebrote de forma equilibrada.
Perguntas frequentes:
Ainda não há estimativa oficial da extensão dos danos, mas os focos permanecem ativos e ameaçam áreas valiosas.
É uma técnica controlada que elimina material seco acumulado para reduzir riscos de incêndios maiores—aquela realizada em junho ajudou nessa área.
Ele ameaça a biodiversidade local, reduz a proteção hídrica e compromete a segurança ambiental, especialmente em biomas sensíveis.


