A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante um bombeiro militar de 44 anos após ele atirar com uma espingarda calibre 12 contra uma residência em Rondonópolis, na noite de quinta-feira (02). No imóvel estavam uma mulher de 39 anos e seu filho de um ano, sem qualquer ligação com o alvo procurado.
O suspeito foi até o local para encontrar o atual companheiro de sua ex-mulher, mas errou o endereço. Mesmo após receber a informação correta, ele insistiu na ação e disparou várias vezes contra a casa. Os policiais recolheram oito cartuchos deflagrados. Durante os tiros, estilhaços atingiram um cachorro, que recebeu atendimento veterinário.
A equipe da Polícia Civil identificou o autor por imagens e testemunhos. O próprio bombeiro se apresentou na delegacia com a arma utilizada, acompanhado por colegas da corporação. A autoridade policial autuou o suspeito por porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo e maus-tratos a animais domésticos.
Mãe reage rápido, protege filho e evita tragédia
A moradora percebeu o risco e agiu imediatamente. Ela pegou o filho no colo e correu para dentro da casa, onde buscou abrigo seguro durante os disparos. A ação rápida evitou ferimentos graves e preservou a vida da criança.
Policiais militares e civis atenderam a ocorrência, isolaram a área e iniciaram a coleta de provas. Investigadores analisaram imagens de câmeras e ouviram testemunhas, o que acelerou a identificação do suspeito.
Informações preliminares apontam que o homem enfrentava abalo emocional e procurava um desafeto ligado à ex-companheira. A Polícia Civil vai apurar a motivação e as circunstâncias no inquérito conduzido pela DHPP.
Lei prevê punições severas para crimes com arma de fogo
A legislação brasileira pune o disparo de arma de fogo em área habitada com pena de reclusão. O Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) também criminaliza o porte ilegal de arma de fogo, com sanções que variam conforme o caso.
Sim. A lei brasileira considera crime atirar em direção a imóvel habitado, com pena de reclusão e agravantes conforme o risco gerado.
A pessoa pode responder por porte ilegal de arma, com punições previstas no Estatuto do Desarmamento, incluindo prisão.
Sim. A legislação prevê pena de reclusão, especialmente quando há ferimentos ou morte de animais domésticos.






