Bia Haddad se torna símbolo de força, representatividade e transformação no esporte feminino

Bia Haddad Maia não é apenas a melhor tenista brasileira da atualidade — é também uma das principais vozes pela equidade de gênero no esporte. Aos 29 anos, a atleta chega ao US Open com a mesma força com que abre espaço para que mais mulheres possam disputar, brilhar e vencer em um ambiente historicamente dominado por homens. Mas seu impacto vai além das quadras: Bia se tornou um exemplo de resiliência, empatia e consciência social.

Muito além do tênis: um legado que começa com as raízes

Ao invés de se apresentar com títulos ou números, Bia escolhe as memórias da família como cartão de visita. “Sou neta da Miminha, da Teresa, do Ramez e do Ayrton”, escreve nas redes. Foi a partir dessa base afetiva que ela construiu sua identidade como atleta e ser humano. O amor pelo esporte, herdado dos avós, floresceu em uma carreira marcada por vitórias expressivas, como a chegada ao top 10 da WTA e uma semifinal em Roland Garros, além de títulos importantes em Zhuhai, Nottingham, Birmingham e Seul.

A luta por igualdade de gênero dentro e fora das quadras

Bia usa sua visibilidade para questionar as desigualdades que ainda existem no circuito. Embora os principais torneios (como os Grand Slams) ofereçam premiações iguais, a maior parte do circuito segue sem paridade. Ela também celebra avanços, como a licença-maternidade e o apoio ao congelamento de óvulos, que permitem às atletas conciliar carreira e maternidade. Para Bia, é uma luta coletiva: “Não é só sobre meu sonho, é também sobre deixar um legado”.

Força emocional, arte e rotina nômade: o outro lado da campeã

Fora do esporte, Bia Haddad cultiva práticas que fortalecem o corpo e a mente. Ansiosa por natureza, encontrou na leitura, na música e na meditação ferramentas para manter o equilíbrio. Sua rotina intensa, sem pausas e sem “casa fixa”, torna mais difícil manter vínculos, mas ela encara isso com maturidade. Também assume seu estilo com naturalidade: “Conforto e praticidade vêm antes da tendência”, diz a embaixadora da Tiffany & Co., a primeira atleta brasileira com esse título.

O maior sonho de Bia continua sendo vencer um Grand Slam — especialmente Wimbledon. Mas seu olhar vai além da grama londrina. O verdadeiro objetivo é transformar sua trajetória em ferramenta de mudança. “Se eu puder ajudar 1% na vida de alguém, já estarei feliz.” E nisso, ela já está vencendo.

Perguntas sobre o tema:Qual foi o principal feito de Bia Haddad em 2023?
Tornou-se a primeira brasileira no top 10 da WTA e chegou à semifinal de Roland Garros.

Por que Bia defende a licença-maternidade no esporte?
Porque a gestação impacta diretamente a carreira das mulheres, ao contrário da paternidade masculina.

Qual é o maior sonho profissional de Bia Haddad?
Vencer um torneio de Grand Slam, especialmente Wimbledon.

Fabíola Maria Costa Silva

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