A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso gerou debate entre parlamentares. O deputado estadual Beto Dois a Um (Podemos), vice-líder do Governo no Legislativo, classificou a abertura da investigação como uma iniciativa com forte caráter político. Mesmo assim, ele aceitou assumir a relatoria da comissão para acompanhar de perto os trabalhos e garantir equilíbrio na condução das apurações.
A CPI foi instalada para investigar supostos atos relacionados à Secretaria de Estado de Saúde (SES), especialmente contratos firmados entre 2019 e 2023, período que inclui os anos mais críticos da pandemia da Covid-19. A comissão pretende analisar procedimentos administrativos, processos de contratação e eventuais irregularidades envolvendo serviços e aquisições realizadas no sistema estadual de saúde.
Em entrevista à imprensa, Beto Dois a Um afirmou que considera desnecessária a instalação da CPI. Apesar disso, ele explicou que decidiu assumir a relatoria para contribuir com um debate responsável dentro da Assembleia Legislativa.
Deputado critica caráter eleitoral da comissão
Ao comentar a criação da CPI, Beto Dois a Um afirmou que vê o movimento com cautela. Segundo ele, iniciativas desse tipo precisam evitar disputas políticas e priorizar o interesse público.
O parlamentar declarou que não costuma apoiar ações que possam transformar debates institucionais em disputas eleitorais. Para ele, comissões parlamentares precisam trabalhar com responsabilidade e foco na análise técnica dos fatos.
Mesmo com as críticas, o deputado aceitou o convite para assumir a relatoria. Ele afirmou que pretende conduzir os trabalhos com equilíbrio, buscando evitar conflitos políticos desnecessários dentro da comissão.
CPI vai analisar contratos firmados durante a pandemia
A comissão foi criada com o objetivo de investigar contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde durante o período de maior pressão sobre o sistema público. Entre 2019 e 2023, o setor de saúde enfrentou desafios relacionados à pandemia, aumento da demanda hospitalar e necessidade de compras emergenciais.
Durante esse período, governos em todo o país adotaram procedimentos acelerados de contratação para garantir equipamentos, insumos e serviços médicos. Esses processos costumam gerar questionamentos posteriores, especialmente quando envolvem valores elevados ou medidas emergenciais.
A CPI deverá analisar documentos, contratos e processos administrativos relacionados a esse período.
Relatoria busca condução equilibrada das investigações
Ao assumir a relatoria, Beto Dois a Um destacou que pretende priorizar uma condução técnica dos trabalhos da comissão. Segundo ele, o objetivo é evitar conflitos políticos e garantir que o processo siga critérios claros de investigação.
O parlamentar afirmou que comissões parlamentares de inquérito possuem papel importante no acompanhamento das ações públicas. No entanto, ele defendeu que esse tipo de investigação deve ocorrer com responsabilidade e transparência.
A expectativa é que a CPI convoque gestores, analise documentos e apresente um relatório final com conclusões sobre os contratos investigados.
Perguntas e respostas
A comissão analisa contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2023.
O deputado estadual Beto Dois a Um assumiu a relatoria da comissão.
Ele afirmou que considera a iniciativa com caráter eleitoral, mas aceitou a relatoria para garantir equilíbrio na condução dos trabalhos.








