Beco do Candeeiro, localizado no Centro Histórico de Cuiabá, voltou a enfrentar abandono e ocupação por moradores de rua e dependentes químicos, mesmo após a prefeitura ter revitalizado o espaço em 2021 por R$ 247 mil. A área, que deveria impulsionar turismo, convívio social e circulação de visitantes, hoje causa preocupação a comerciantes e pedestres que circulam pela região. A ocupação começou ainda durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), responsável pela obra.
Comércio sofre queda e moradores evitam circulação
Comerciantes afirmam que o cenário prejudica diretamente o funcionamento do comércio local. Eles relatam que muitas pessoas evitam passar pelo beco, principalmente no período da noite, por medo de assaltos, furtos ou abordagens inesperadas. Pequenos empresários explicam que a redução de clientes impacta o faturamento e dificulta a manutenção dos estabelecimentos. Pedestres também confirmam que, apesar de não presenciar atitudes violentas com frequência, muitos preferem mudar o trajeto para evitar possíveis constrangimentos e desconforto.
Debate sobre segurança e abandono volta à pauta
A equipe da reportagem visitou o local e conversou com moradores, comerciantes e com a 21ª Companhia da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento. Policiais informaram que realizam rondas e atendem chamadas da população, mas reforçam que a presença de dependentes químicos exige ação conjunta entre segurança pública, saúde e assistência social. Especialistas em políticas urbanas afirmam que revitalizações físicas não resolvem problemas estruturais quando não há planejamento contínuo de gestão e ocupação do espaço.
População cobra assistência social e solução definitiva
Moradores pedem que o poder público desenvolva políticas sociais permanentes voltadas ao tratamento de dependência química e ao acolhimento da população em situação de rua. Muitos destacam que a maioria das pessoas que permanecem no beco não demonstra agressividade, porém necessitam de suporte especializado, acesso a programas de reinserção social e acompanhamento profissional. A ausência de ações integradas contribui para que o espaço perca sua função cultural e turística, gerando sensação de abandono e impactando o patrimônio histórico.
Perguntas frequentes:
A falta de ações contínuas de assistência social e segurança contribuiu para o retorno da ocupação.
Moradores afirmam que não é comum ocorrer agressões, mas muitos evitam o local por receio.
Eles solicitam políticas sociais permanentes, reforço na segurança e ocupação do espaço com atividades culturais.



