Uma discussão entre um jornalista e o diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande marcou os bastidores da sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (24). O desentendimento ocorreu nos corredores da Casa de Leis e rapidamente repercutiu nas redes sociais após a divulgação de vídeos do bate-boca.
Durante a discussão, o jornalista criticou a atuação da comunicação institucional e afirmou que assessores acabam dificultando o trabalho da imprensa ao orientarem agentes públicos sobre como responder aos questionamentos. A conversa se tornou acalorada e foi marcada por cobranças, interrupções e troca de ofensas.
Jornalista questionou formação do diretor
Em diversos momentos, o jornalista questionou se o diretor de Comunicação era formado em Jornalismo, relacionando a qualificação profissional ao exercício da função.
“O problema são vocês que assessoram mal e fazem com que o cara responda o que ele quer. Respeitem a imprensa”, afirmou. Na sequência, ele insistiu: “Você é jornalista? Estou perguntando, você é jornalista?”, repetindo o questionamento durante a discussão.
O jornalista também declarou que, para exercer a função de assessor ou diretor de Comunicação, o profissional deveria possuir formação em Jornalismo, sustentando que essa qualificação contribuiria para uma melhor relação entre o poder público e a imprensa.
Diretor respondeu após repercussão
Após a circulação dos vídeos nas redes sociais, o diretor de Comunicação da Câmara divulgou um pronunciamento em vídeo. Ele afirmou que exerce sua função com responsabilidade, imparcialidade e respeito aos profissionais da imprensa, ressaltando que o diálogo deve prevalecer mesmo em situações de divergência.
O diretor também informou que nunca deixou de exercer a profissão de jornalista e apresentou sua carteira da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Além disso, afirmou que protocolou uma representação no Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), conforme, segundo ele, havia sido sugerido pelo próprio jornalista durante a discussão.
Ainda na manifestação, o diretor declarou que não pretende alimentar o conflito nem responder diretamente às críticas. Segundo ele, prefere que cada pessoa responda por seus próprios atos e reiterou que continuará mantendo uma relação institucional baseada no respeito à imprensa e aos servidores públicos.
Episódio repercutiu nas redes sociais
A discussão ocorreu logo após a sessão extraordinária da Câmara Municipal e foi acompanhada por pessoas que estavam no local. Os vídeos do bate-boca passaram a circular nas redes sociais e geraram manifestações de apoio e críticas aos dois envolvidos.
Até o momento, a Câmara Municipal de Várzea Grande não divulgou posicionamento institucional sobre o episódio. Também não há informação sobre eventual boletim de ocorrência ou outra medida judicial relacionada ao caso, além da representação ética mencionada pelo diretor de Comunicação.
Em nota VGN informa
Diante das repercussões geradas pela divulgação de um vídeo em que o jornalista Geraldo Araújo aparece exaltado, o VGNOTÍCIAS considera necessário esclarecer o contexto dos fatos.A reação registrada nas imagens não ocorreu de forma isolada. Ela foi motivada por mais um episódio de desrespeito à jornalista Angélica Gomes, que, no exercício de sua atividade profissional, foi tratada de maneira inadequada durante cobertura na Câmara Municipal de Várzea Grande.É importante destacar que esse não foi um fato isolado. Não é a primeira vez que profissionais do VGNOTÍCIAS enfrentam tratamento incompatível com o respeito que deve existir entre agentes públicos e a imprensa. A indignação decorreu, principalmente, do fato de que, após o ocorrido, não houve o reconhecimento do equívoco nem um pedido de desculpas à jornalista. Ao contrário, a postura adotada pelo assessor foi a de justificar a conduta, como se a atitude do presidente da Câmara fosse correta, o que apenas ampliou o desgaste.A exaltação do jornalista Geraldo Araújo foi resultado desse contexto de repetidos episódios de desrespeito à nossa equipe e da ausência de uma postura conciliadora para solucionar a



