Barroso em Cuiabá: liberdade de expressão, polarização e o alerta para a intolerância; Veja vídeo

Na data de hoje, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, esteve em Cuiabá nesta segunda-feira (18) e chamou atenção para um tema delicado: a intolerância em meio à polarização política. Em discurso direcionado a estudantes do ensino médio, ele ressaltou que o Brasil vive um período de plena liberdade de expressão, mas que esse direito exige responsabilidade e respeito ao próximo.

Polarização não é o problema, mas a intolerância sim

Segundo Barroso, divergir de opinião é natural e saudável dentro de uma democracia. “O problema não é a polarização no sentido de visões diferentes. O problema é a intolerância, é a incapacidade de aceitar o outro e imaginar que quem pensa diferente de mim tem todo o direito”, afirmou.

Em suma, o ministro enfatizou que a democracia depende da capacidade de conviver com divergências, sem transformar o debate em conflito ou desrespeito. Ele lembrou que cada cidadão tem o dever de exercer sua liberdade de forma consciente, evitando agressões verbais ou atitudes que coloquem em risco o diálogo social.

Jovens como protagonistas da democracia

No encontro com os estudantes faz parte de uma série de iniciativas voltadas para a educação cívica e a construção de cidadãos conscientes. Barroso defendeu que a juventude tem papel fundamental na manutenção da democracia, especialmente quando orientada a compreender seus direitos e limites.

Estudos recentes indicam que a desinformação e ataques virtuais têm ampliado a intolerância em diferentes ambientes. Nesse cenário, eventos como o realizado em Cuiabá ganham relevância ao mostrar que a formação de uma cultura de diálogo começa na escola, estimulando o pensamento crítico e o respeito às diferenças.

Liberdade de expressão com responsabilidade

Barroso também abordou a ideia de que liberdade de expressão não significa concordância com todas as opiniões. Para ele, significa permitir que todos se manifestem, desde que a manifestação não prejudique terceiros ou incite ódio. Ele reforçou que aceitar visões diferentes é um sinal de maturidade social e política, e que a democracia só se fortalece quando o debate é feito com respeito.

Ao final, o ministro concluiu que construir um país democrático exige mais do que leis: exige educação, diálogo e a capacidade de ouvir o outro sem julgamentos imediatos.

Perguntas e respostas

  1. O que Barroso vê como maior risco à democracia?
    • A intolerância entre cidadãos com opiniões diferentes.
  2. Como os jovens podem contribuir para a democracia?
    • Exercendo liberdade de expressão com responsabilidade e respeito.
  3. Concordar com uma opinião alheia é necessário para respeitá-la?
    • Não, mas é necessário reconhecer o direito do outro de se expressar.
Fabíola Maria Costa Silva

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