A deputada estadual Amanda Teixeira (PL) anunciou que vai acionar o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) após ser chamada de “Barbie da Shopee” pelo deputado Leleco Pimentel (PT) durante uma sessão. O comentário, feito em tom de deboche, gerou protestos dentro e fora do plenário e reacendeu o debate sobre machismo e assédio verbal na política.
Amanda afirmou que o episódio ultrapassa os limites do debate parlamentar e representa uma tentativa de desqualificar mulheres pelo seu visual ou estilo. “Não se trata de uma brincadeira. É uma forma de violência política de gênero”, disse a deputada, pedindo que a Mesa Diretora da Casa adote providências para evitar novos casos semelhantes.
O comentário que virou caso de ética
A confusão começou quando Amanda discursava sobre temas administrativos e foi interrompida por Leleco Pimentel, que ironizou a fala chamando-a de “Barbie da Shopee”. A provocação, segundo ela, foi acompanhada de risadas e comentários de apoio vindos da galeria. A reação foi imediata: Amanda cobrou respeito e afirmou que acionaria o Conselho de Ética para investigar o caso.
Pimentel, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, mas o gesto foi interpretado por colegas como uma tentativa de ridicularização pública.
Violência política de gênero volta ao centro do debate
O caso trouxe à tona uma discussão antiga: o tratamento dado às mulheres em cargos de poder. Termos pejorativos e comentários sobre aparência ainda são usados para tentar enfraquecer figuras femininas na política. A própria Amanda lembrou que, quando mulheres enfrentam adversários em plenário, muitas vezes são alvos de ironias que nada têm a ver com suas ideias ou propostas.
Ela também criticou a postura de parte da oposição, afirmando que “a esquerda é seletiva” ao se indignar com certos episódios, mas ignorar outros quando os alvos não fazem parte do mesmo campo político.
O próximo passo dentro da Assembleia
Com a denúncia formalizada, o Conselho de Ética deve decidir se abre um processo disciplinar contra o deputado. Caso seja aceito, o colegiado pode recomendar punições que vão desde advertência até suspensão do mandato.
Enquanto isso, o episódio segue repercutindo nas redes sociais, dividindo opiniões entre os que consideram o apelido uma ofensa e os que o tratam como mero exagero político.
Perguntas e respostas curiosas:
- Por que o termo “Barbie da Shopee” gerou tanta polêmica?
Porque foi usado para desqualificar a deputada com base em sua aparência, não em suas ideias. - O que o Conselho de Ética pode fazer nesse caso?
Pode advertir, suspender ou até propor cassação, dependendo da gravidade comprovada. - Esse tipo de ataque é comum na política?
Sim. Mulheres em cargos públicos frequentemente relatam ofensas que misturam preconceito e tentativa de desmoralização.







