Na manhã desta quinta-feira (19/6), um balão caiu inesperadamente dentro da piscina de uma pousada em Maresias, no litoral norte de São Paulo. De acordo com o proprietário, o artefato já estava apagado no momento da queda, o que evitou uma tragédia maior. Apesar do susto, ninguém se feriu.
Contudo, esse episódio não foi isolado. Apenas quatro dias antes, um balão provocou a morte de uma mulher em Capela do Alto, no interior paulista. Dessa forma, os casos reacendem o alerta sobre os riscos reais que essa prática representa.
Além de crime, um risco constante para a sociedade
É fundamental lembrar que soltar balões é crime ambiental no Brasil. A Lei nº 9.605/1998 considera essa prática uma ameaça tanto ao meio ambiente quanto à vida humana. Afinal, balões podem provocar incêndios de grandes proporções, queda de energia e até acidentes aéreos.
Para se ter uma ideia, só em 2023, o Corpo de Bombeiros de São Paulo atendeu mais de 80 ocorrências de incêndios causados por balões. Portanto, o que muitos ainda enxergam como tradição, na prática, coloca em risco florestas, residências, animais e pessoas.
Mesmo ilegal, a prática persiste de forma clandestina
Apesar das campanhas de conscientização e das punições previstas em lei, grupos clandestinos seguem fabricando e soltando balões. Essa atividade, geralmente organizada de maneira sigilosa, dificulta tanto a fiscalização quanto a identificação dos responsáveis.
Inclusive, a Prefeitura de São Sebastião divulgou um vídeo que mostra o balão voando muito baixo pouco antes da queda. No entanto, a Secretaria de Segurança Pública informou que, até o momento, não recebeu nenhum registro formal sobre esse episódio.
Perguntas frequentes
Porque coloca em risco vidas, o meio ambiente e a segurança pública, segundo a Lei nº 9.605/1998.
Balões podem provocar incêndios, danos à rede elétrica e colisões com aviões.
Sim. A pena inclui até um ano de prisão e aplicação de multa.



