A votação do projeto de lei que prevê um reajuste salarial de 6,8% para os servidores públicos de Mato Grosso foi novamente adiada na Assembleia Legislativa. A proposta, que já havia sido aprovada em primeira votação e pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), só deve voltar à pauta na próxima semana. Desta vez, o adiamento ocorreu após um pedido de vista feito pelo deputado Chico Guarnieri (PRD), durante a sessão ordinária desta quarta-feira (12).
Novo impasse adia decisão esperada pelo funcionalismo
O pedido de vista feito por Guarnieri surpreendeu parte dos parlamentares, já que o projeto tramitava sem grandes divergências desde sua aprovação inicial. O deputado não apresentou justificativa formal para o pedido, o que gerou incômodo entre os colegas e frustração entre servidores que acompanham a tramitação da proposta.
O reajuste é aguardado por diversas categorias do funcionalismo público estadual e faz parte do compromisso do governo de recompor perdas inflacionárias. A expectativa era de que a votação fosse concluída ainda nesta semana, permitindo que o aumento entrasse em vigor nas próximas folhas de pagamento.
Histórico de adiamentos e discussões políticas
Esta não é a primeira vez que o projeto enfrenta atrasos. Durante sua análise na CCJR, os deputados Beto Dois a Um (União) e Doutor Eugênio (PSB) também solicitaram vistas, o que adiou a tramitação por mais de uma semana. Embora esses pedidos tenham sido justificados por “análises técnicas”, o novo adiamento reacendeu críticas sobre o ritmo de votação da Assembleia em temas que afetam diretamente o funcionalismo.
Nos bastidores, alguns parlamentares afirmam que a demora pode estar relacionada a divergências sobre o impacto financeiro do reajuste e à tentativa de alinhar o texto a outras propostas orçamentárias do governo. Mesmo assim, a maioria dos deputados já se manifestou favorável à aprovação final do projeto.
Expectativa de aprovação e impacto financeiro
Segundo estimativas da Secretaria de Estado de Fazenda, o reajuste de 6,8% representará um acréscimo significativo na folha de pagamento estadual, mas dentro dos limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo argumenta que o aumento é resultado do equilíbrio financeiro obtido nos últimos anos e reafirma o compromisso de valorização dos servidores.
A votação definitiva deve ocorrer na próxima semana, encerrando uma sequência de adiamentos que já causa impaciência entre os trabalhadores públicos. Caso aprovado, o reajuste será retroativo e passará a valer para todas as categorias do funcionalismo estadual.
Perguntas frequentes:
Por que o reajuste de 6,8% ainda não foi votado?
Porque o deputado Chico Guarnieri pediu vista do projeto, adiando a decisão para a próxima semana.
Quem mais já pediu vista desse projeto?
Os deputados Beto Dois a Um e Doutor Eugênio já haviam feito pedidos semelhantes durante a tramitação na CCJR.
Quando o aumento pode ser aprovado?
Se não houver novo adiamento, a votação final deve ocorrer na próxima semana na Assembleia Legislativa.



