Um incêndio de grandes proporções atingiu o Tubarão Atacadão, localizado na rua Piratini, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Conforme informou o Corpo de Bombeiros, as chamas começaram por volta das 16h40 e, devido à gravidade do caso, equipes de diversos quartéis foram acionadas. Além do efetivo local, bombeiros de Irajá, Penha, Barra da Tijuca, Nova Iguaçu e São João de Meriti participaram do combate ao fogo. Embora o incêndio tenha destruído galpões e depósitos, até o momento, não houve registro de vítimas.
Enquanto os bombeiros atuavam, saqueadores agiam
Paralelamente ao trabalho dos militares, a cena no entorno do atacadão se transformou em um espetáculo de caos e oportunismo. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram dezenas de pessoas invadindo o local em chamas para saquear mercadorias. Mesmo com a fumaça densa e o risco iminente de desabamento, saqueadores quebraram vitrines, arrastaram eletrodomésticos e, em alguns casos, acabaram feridos.
Nesse contexto, o fotógrafo George Fant, que testemunhou a cena, revelou seu espanto: “Vi gente se machucando para entrar. Nunca imaginei ver isso: uma loja em chamas e pessoas tentando roubar”. Diante disso, é possível perceber que a crise não se restringe às chamas ela escancara o desespero e o desequilíbrio social.
Polícia intervém, mas ninguém é preso
Logo após o início do saque, a Polícia Militar foi acionada e isolou a área. Contudo, apesar do uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar a multidão, os agentes não efetuaram nenhuma prisão. Conforme relato do 15º BPM, os policiais permaneceram no local para garantir a segurança das equipes de resgate. Ainda assim, a ausência de detenções levanta questionamentos importantes sobre a efetividade da ação policial.
Por conseguinte, o episódio revela mais do que um incidente isolado. Ele evidencia a vulnerabilidade das instituições diante de eventos extremos, além de destacar como emergências podem se transformar em oportunidades para ações criminosas em áreas urbanas fragilizadas.
Perguntas frequentes
Desespero social e sensação de impunidade são fatores predominantes.
A confusão, o volume de pessoas e a falta de identificação imediata dificultam prisões.
Aumento do uso irregular de instalações elétricas e falhas em manutenção predial explicam o crescimento dos casos.






