Uma equipe de arqueólogos egípcios e britânicos fez uma descoberta monumental: o túmulo do faraó Tutmés II, localizado na Necrópole Tebana, próximo à cidade de Luxor. Esta é a primeira tumba real encontrada desde a famosa descoberta do túmulo de Tutancâmon em 1922.
Arqueólogos encontram túmulo do faraó Tutmés II após mais de um século; veja vídeo
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 21, 2025
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A surpreendente localização do túmulo
Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que a área abrigava sepulturas de mulheres da realeza. Contudo, ao adentrarem a câmara funerária, depararam-se com um teto pintado de azul e adornado com estrelas amarelas uma característica exclusiva de tumbas reais. “Tetos pintados de azul com estrelas amarelas são encontrados apenas em tumbas de reis”, explicou Piers Litherland, diretor da pesquisa.
O enigma de Tutmés II
Os pesquisadores descobriram os restos mumificados de Tutmés II há quase dois séculos, mas nunca identificaram onde o sepultaram originalmente. Tutmés II reinou aproximadamente entre 1493 e 1479 a.C. e se tornou esposo da rainha Hatshepsut, uma das poucas mulheres a governar o Egito por direito próprio.
Essa descoberta revela novas informações sobre os primeiros faraós da XVIII dinastia e as práticas funerárias que eles adotavam.
Desafios na escavação e achados significativos
Os arqueólogos enfrentaram um grande desafio para acessar o túmulo, pois encontraram o local coberto por lama e detritos. Eles precisaram atravessar uma passagem de 10 metros, que possuía apenas uma pequena abertura de 40 centímetros no topo, para finalmente alcançar a câmara principal.
Durante a remoção dos escombros, perceberam que alguém havia esvaziado o túmulo poucos anos após a morte do faraó e transferido seu conteúdo para outro local. Apesar disso, os pesquisadores encontraram fragmentos de jarros de alabastro com inscrições dos nomes de Tutmés II e Hatshepsut, tornando esses artefatos as primeiras evidências concretas do sepultamento original do faraó.
Perguntas curiosas:
A área era associada a sepulturas de mulheres da realeza, não de faraós.
Fragmentos de jarros de alabastro com inscrições dos nomes de Tutmés II e Hatshepsut.
Acesso dificultado por uma passagem estreita e a presença de lama e detritos.



