Árbitro sofre perseguição e agressões após marcar pênalti em jogo decisivo no Quênia; veja vídeo

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Uma partida que definiria o futuro de duas equipes no futebol do Quênia terminou em invasão de campo e agressões contra o árbitro John Sulwe nesta terça-feira (6). A confusão começou depois que o juiz marcou um pênalti para o Mombasa United diante do Kariobangi Sharks, no Complexo Esportivo de Ulinzi, em Nairóbi. Torcedores invadiram o gramado, perseguiram Sulwe e participaram de agressões que também envolveram jogadores. A equipe de segurança precisou intervir para retirar o árbitro, e a organização não retomou o confronto.

Pênalti aos 68 minutos desencadeia confusão

O Kariobangi Sharks vencia por 2 a 1 quando John Sulwe marcou a penalidade aos 68 minutos. O lance tinha peso decisivo porque o Mombasa United havia vencido o primeiro confronto pelo mesmo placar e poderia assumir vantagem na disputa caso convertesse a cobrança. A decisão provocou revolta entre torcedores do Kariobangi Sharks. Dezenas deles entraram no campo e correram em direção ao árbitro. Imagens registradas das arquibancadas mostram Sulwe tentando escapar enquanto recebe empurrões e tapas. Jogadores também aparecem participando das agressões durante o tumulto.

Torcedor arremessa cadeira contra árbitro

A situação ganhou ainda mais gravidade quando um torcedor arremessou uma cadeira de plástico na direção de Sulwe. O objeto passou próximo à cabeça do juiz. Diante do cenário, integrantes da segurança conseguiram retirar o árbitro do gramado. A organização encerrou a partida naquele momento e manteve o placar de 2 a 1. A imprensa queniana repercutiu fortemente o episódio. O jornal The Standard classificou a situação como uma “vergonha”, enquanto o The Star afirmou que o confronto “mergulhou no caos”.

Confronto já acumulava meses de disputa

Kariobangi Sharks e Mombasa United disputavam uma vaga na primeira divisão. O Sharks terminou o campeonato na 16ª colocação, posição que representava o rebaixamento, mas recorreu à Justiça para questionar tanto a queda quanto o acesso do adversário. Depois de meses de impasse, a Federação Queniana de Futebol (FKF) organizou dois jogos de desempate para resolver a situação. Até a publicação das informações, a FKF e os clubes não haviam apresentado posicionamento público sobre as agressões. O episódio também ganha repercussão porque o Quênia se prepara para sediar, ao lado de Uganda e Tanzânia, a Copa das Nações Africanas de 2027.

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