Após fiscalização em evento de lambadão, proprietários acusam truculência e exigem retratação; veja vídeo

Vídeo

Na madrugada de 30 de agosto, os proprietários do Top+ Pub, em Cuiabá, publicaram um vídeo em que relatam uso de spray de pimenta e abordagens consideradas desrespeitosas por forças policiais durante o evento “24h de Lambadão – 2ª edição”. Eles afirmam que apresentaram toda a documentação exigida e que operações semelhantes ocorrem quase semanalmente. Contudo, portais locais registraram dispersão do público e interrupção do evento.

No comunicado, Leandro Romanini e João Lucas relatam que equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e fiscais municipais entraram por volta das 3h, usaram agente químico e exigiram os papéis do estabelecimento. Então, eles dizem que o responsável pela operação se comprometeu com uma retratação pública, que não ocorreu até agora. Em paralelo, reportagens mencionam número elevado de viaturas e agentes na ação.

Além disso, nos comentários do vídeo nas redes sociais, o prefeito Abilio Brunini afirmou: “Sobre a situação no CPA, sobre o lambadão. Esta não é uma ação provocada pela Prefeitura de Cuiabá. Nós não temos nada a ver com isso. A prefeitura apenas acompanhou uma operação da segurança pública do estado.” O perfil oficial do prefeito já vinha comentando intervenções que envolvem a Secretaria de Ordem Pública (SORP) e a Polícia Militar.

Os donos prometem manter a agenda e pedem “voto de confiança” ao público. Eles cobram explicações formais das forças envolvidas sobre a motivação da denúncia e a proporcionalidade do uso de agente químico, enquanto aguardam eventual retratação.

Limites de ruído em Cuiabá: regras, medições e punições

Cuiabá atualizou em 2025 seu regramento de poluição sonora com faixas de horário e limites distintos por atividade: bares e restaurantes podem chegar a 75 dB de dia, 70 dB à noite e 60 dB na faixa de silêncio, enquanto eventos ocasionais ao ar livre podem alcançar 85 dB se terminarem até 23h59; eventos culturais licenciados admitem picos de até 90 dB. A fiscalização deve seguir a ABNT NBR 10151, com sonômetros calibrados e uso do LAeq, incluindo correções para ruídos tonais ou impulsivos. Em caso de excesso, o município pode advertir, multar, apreender equipamentos, interditar e até cassar alvará, com agravantes no período noturno e na faixa de silêncio.

As implicações extrapolam o administrativo: perturbação do sossego é contravenção penal (art. 42 da LCP) e, em situações graves, pode configurar crime de poluição (art. 54 da Lei 9.605/1998). Para reduzir risco, casas e promotores devem manter licenças em dia, planejar horários, controlar níveis de dB, registrar medições próprias e comprovar tratamento acústico quando exigido. Em abordagens, cumprir a NBR 10151, apresentar documentação e registrar a ocorrência fortalece a defesa administrativa ou judicial, enquanto a transparência de autoridades sobre motivação, método de medição e sanções garante previsibilidade ao setor.

A casa disse estar regular?

Sim. Os proprietários afirmam que apresentaram a documentação e que ela está em dia.

A operação usou spray de pimenta?

Os donos dizem que sim; reportagens citam uso de gás para dispersão do público.

A Prefeitura comandou a ação?

prefeito afirma que a Prefeitura apenas acompanhou uma operação da segurança pública estadual

Jamilly Jenyffer Siqueira Neves

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo