Após debate marcado por ataques, Lula e Flávio Bolsonaro são orientados a mudar estratégia para confronto decisivo na Globo

Fabíola Maria Costa Silva •
PERRENGUE - ENTREGAS PREF PVA - INTERNO DE NOTICIAS [ADOPS INS 3083 | CAMP 1067 | ADOPS-PERRENGUE-3083 | 91703-entregas-obras-e-avancos-interno-de-noticias.gif]

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiram reavaliar as estratégias dos candidatos para o último debate do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para sexta-feira (23), na TV Globo. A decisão ocorre após avaliações internas sobre o confronto realizado neste domingo (18), pela TV Bandeirantes. Integrantes das duas equipes consideram que os presidenciáveis cometeram erros durante o embate e desperdiçaram oportunidades de apresentar propostas e dialogar com eleitores indecisos. O diagnóstico também aponta excesso de ataques pessoais e dificuldades para conquistar a atenção do eleitorado moderado, considerado estratégico na reta final da disputa presidencial.

Campanha de Flávio Bolsonaro cobra respostas mais claras e menos provocações

Entre os aliados de Flávio Bolsonaro, a avaliação é de que o senador precisa apresentar respostas mais objetivas e evitar declarações consideradas evasivas durante o próximo confronto.

Além disso, integrantes da campanha questionaram a estratégia adotada pelo candidato de gesticular atrás de Lula enquanto o presidente utilizava seu tempo de fala.

Para alguns observadores ligados à direita, a postura poderia transmitir uma imagem de arrogância e desrespeito, especialmente entre eleitoras que ainda não definiram seu voto.

Diante disso, a orientação interna busca ajustar a comunicação do senador, com maior atenção à apresentação de propostas e ao esclarecimento de questionamentos.

Aliados de Lula avaliam que presidente desperdiçou tempo com provocações

Na campanha petista, a análise também identificou problemas na participação do presidente durante o debate da Band.

Segundo integrantes da equipe, Lula não aproveitou adequadamente o tempo disponível para desenvolver propostas com maior potencial de interesse entre os eleitores.

Entre os exemplos citados estão discussões sobre exploração de terras raras e a criação de uma universidade voltada aos povos originários.

Além disso, aliados consideraram que o presidente dedicou parte das respostas às provocações de Flávio Bolsonaro, permitindo que o adversário influenciasse o rumo da discussão.

A orientação é que Lula apresente propostas de maneira mais direta e evite perder tempo com confrontos que desviem a atenção dos temas centrais da campanha.

Campanhas identificam dificuldade para conquistar eleitores indecisos

As avaliações internas das duas equipes apontaram que o debate teve excesso de confrontos e pouco espaço para a apresentação detalhada de propostas.

O diagnóstico surgiu após consultas informais nas redes sociais e conversas com grupos de eleitores. Essas avaliações não equivalem a pesquisas eleitorais representativas da população.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, os dois candidatos deverão passar por novos treinamentos para corrigir problemas identificados durante o confronto.

Último debate acontece na sexta-feira antes do segundo turno

O próximo encontro entre Lula e Flávio Bolsonaro está previsto para sexta-feira (23), na TV Globo, dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).

O formato do debate da Globo costuma privilegiar perguntas temáticas, oferecendo aos candidatos oportunidades de apresentar propostas e discutir questões relacionadas à administração federal.

No confronto anterior, realizado pela Band, os presidenciáveis trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, saúde, economia e política externa. Também houve uma confusão entre integrantes das comitivas durante o encerramento da transmissão.

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Institucional