A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta sexta-feira (9) que pretende viajar ao Paraguai nas próximas semanas para assinar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa é que a formalização ocorra ainda em janeiro, em Assunção, capital paraguaia, que atualmente exerce a presidência temporária do Mercosul.
O anúncio reforça a fase final de um dos tratados comerciais mais longos da história recente. As negociações começaram há mais de 25 anos e atravessaram diferentes governos, crises econômicas e mudanças de cenário político em ambos os continentes.
Um acordo que cria a maior zona de livre comércio do planeta
Com a assinatura, o acordo dará origem à maior zona de livre comércio do mundo. Juntos, Mercosul e União Europeia somam mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto estimado em cerca de US$ 22,4 trilhões.
O tratado prevê redução gradual de tarifas, ampliação do acesso a mercados e regras comuns para comércio de bens, serviços e investimentos. A expectativa é de aumento no fluxo comercial entre os blocos, hoje concentrado em produtos agrícolas, minerais e bens industriais.
Por que o Paraguai será o palco da assinatura
A escolha de Assunção para a assinatura não é casual. O Paraguai ocupa, neste momento, a presidência rotativa do Mercosul, o que lhe confere papel central nas decisões institucionais do bloco. A presença de Ursula von der Leyen no país simboliza o encerramento formal das negociações técnicas.
Além disso, a assinatura no Paraguai reforça o caráter multilateral do acordo, destacando que o tratado envolve todos os membros do Mercosul, e não apenas as maiores economias do grupo.
O que muda na prática após a assinatura
Apesar da assinatura ser um marco histórico, o acordo ainda precisará passar por processos internos de ratificação. O texto deverá ser analisado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos países envolvidos.
Na prática, a implementação será gradual. Tarifas serão reduzidas ao longo de anos, permitindo adaptação de setores sensíveis. Especialistas avaliam que áreas como agronegócio, indústria de base e exportações de valor agregado tendem a ser diretamente impactadas.
Um tratado cercado de expectativas e cautela
Embora o acordo seja visto como estratégico, ele também enfrenta críticas em alguns países europeus, especialmente de setores agrícolas. Ainda assim, a liderança da Comissão Europeia aposta que o tratado pode fortalecer cadeias globais, diversificar parceiros comerciais e reduzir dependências externas.
A possível assinatura em janeiro representa um passo decisivo após décadas de negociações e coloca o acordo UE-Mercosul no centro da agenda econômica internacional.
Perguntas frequentes
Quando o acordo deve ser assinado?
A expectativa é que a assinatura ocorra ainda em janeiro, em Assunção.
Por que o acordo é considerado histórico?
Ele cria a maior zona de livre comércio do mundo, após 25 anos de negociações.
O tratado entra em vigor imediatamente?
Não. Ele ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos.








