Há décadas, os norte-americanos convivem com as chamadas comidas de emergência. Lá, é comum que as pessoas estoquem água e alimentos temendo desastres naturais e outras catástrofes que forcem o isolamento por algum período. No entanto, agora, viralizou a trend “comidas do fim do mundo”.
Nos vídeos mais populares, tiktokers mostram como são as refeições e experimentam os pratos, reagindo ao sabor e a textura dos alimentos, que tem validade de até 30 anos e, geralmente, são vendidos em pó e dentro de baldes. Breno Nogueira, brasileiro que mora fora do país, entrou na trend e mostrou detalhes da comida.
Os produtos são vendidos pela internet, mas também são fáceis de encontrar em prateleiras de supermercados americanos. São vendidos normalmente na sessão de camping, com preços chegando até aos US$ 100 (cerca de R$ 500), dependendo da quantidade de refeições em cada balde.
A variedade dos kits à venda é grande. As refeições podem ser para café da manhã, almoço e jantar. Até drinques e sobremesas estão no cardápio. Também existem as versões unitárias, com pratos como estrogonofe, lasanha e macarrão. Tem até opção sem glúten, vegetariana, com menos açúcar e menos sódio.
A maioria dessas comidas estão desidratadas ou até mesmo em pó. Para fazer os pratos, a indicação é colocar apenas um pouco de água, sem necessidade de aquecer ou de usar energia elétrica.
Os consumidores, influenciados por desastres naturais e a pandemia, procuram opções alimentares de longa duração que garantam sobrevivência sem acesso a serviços básicos. Este fenômeno não apenas mudou a percepção das necessidades de emergência, mas também impulsionou um mercado específico que atende a esse tipo de demanda.
As refeições, embora práticas, levantam questões sobre nutrição e sabor, aspectos frequentemente explorados pelos influenciadores digitais. Além disso, a acessibilidade desses produtos varia, com preços que podem ser proibitivos para muitos, o que levanta questões sobre equidade na preparação para emergências. A tendência das comidas de emergência ilustra como questões de segurança, sustentabilidade e acesso alimentar convergem na sociedade contemporânea.
Via Metrópoles







