Neste último sábado (9/11), um vendedor ambulante acabou hospitalizado após um confronto com fiscais da Prefeitura de São Paulo na Avenida Celso Garcia, localizada no Brás, região central da cidade. O episódio, que foi registrado em vídeo e circula amplamente nas redes sociais, mostra como as agressões começaram de forma rápida e intensa. No início da gravação, o ambulante recolhe suas mercadorias do chão e, em seguida, empurra dois fiscais que se aproximam. Logo depois, ele parece dar um tapa em um dos fiscais, o que rapidamente desencadeia uma resposta violenta.
Ambulante passa mal após briga com fiscais da prefeitura. pic.twitter.com/OgIEId2KJb
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) November 11, 2024
Fiscais agridem vendedor com chutes e socos
Diante da situação, os fiscais reagem de forma imediata e agressiva, com três funcionários atacando o ambulante com uma série de chutes e socos que o levam ao chão. Após a agressão, o vendedor tenta se levantar, mas permanece deitado no asfalto, aparentemente debilitado e passando mal. Nesse momento, várias pessoas se aproximam para oferecer ajuda, enquanto, ao mesmo tempo, três policiais militares observam a cena sem oferecer assistência ao ambulante. A ausência de uma intervenção das autoridades gerou reações nas redes, com questionamentos sobre a postura dos policiais.
Prefeitura e secretaria de segurança pública respondem
Diante do incidente, o Metrópoles questionou tanto a Prefeitura de São Paulo quanto a Secretaria da Segurança Pública sobre o ocorrido. Em resposta, a Prefeitura afirmou que a Subprefeitura da Mooca mantém “diálogo contínuo com os ambulantes da região do Brás”, promovendo, inclusive, reuniões frequentes para discutir reivindicações, mercadorias e processos de regularização. No entanto, a administração municipal também declarou que, durante a ação de fiscalização realizada no sábado, os fiscais enfrentaram resistência dos ambulantes, especialmente na Avenida Rangel Pestana.
Debate sobre abordagem e direitos dos ambulantes
Assim, o caso reacende um debate importante sobre o tratamento dado aos trabalhadores informais durante ações de fiscalização, destacando a necessidade de protocolos que garantam a segurança e a integridade física de todos os envolvidos. Embora a Prefeitura enfatize um esforço de diálogo com os ambulantes, episódios de conflito como esse demonstram os desafios em equilibrar a fiscalização e o respeito aos direitos desses trabalhadores. Dessa forma, a situação levanta questões sobre a abordagem usada pelas autoridades e o impacto de suas ações sobre a vida dos ambulantes na cidade de São Paulo.









