Na véspera do Australian Open, um evento relâmpago chamou mais atenção que o próprio Grand Slam. O One Point Slam reuniu astros do tênis mundial, celebridades e amadores em partidas decididas em um único ponto. Entre os competidores: Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Iga Swiatek e… Jordan Smith. Este último, um amador de Sydney, acabou levando o prêmio de US$ 1 milhão, algo em torno de R$ 3,5 milhões.
Smith, que sequer figura no ranking profissional, superou nomes de peso, como o bicampeão Jannik Sinner e a americana Amanda Anisimova. Na grande final, derrotou a número 117 do mundo, Joanna Garland, da Taiwan. A trajetória improvável gerou comoção e questionamentos sobre os limites entre profissionalismo e acaso.
“Pedra, papel e tesoura” decide saque
O regulamento do One Point Slam foi ousado. Quem sacaria era decidido em uma partida de “pedra, papel e tesoura”. Os amadores tinham direito a dois saques. Os profissionais, apenas um. A ideia? Equilibrar a balança. E funcionou: Garland, por exemplo, eliminou Alexander Zverev, Nick Kyrgios e Maria Sakkari antes de cair na final.
Para os organizadores, o objetivo era dar leveza e espetáculo ao tênis. Já críticos argumentam que o formato reduz o esporte a um jogo de sorte. Ainda assim, o público vibrou com a imprevisibilidade, e o torneio viralizou nas redes sociais.
Quem é Jordan Smith?
Pouco se sabe sobre o novo milionário do tênis. Campeão estadual, Smith ainda trabalha fora das quadras e joga por paixão. Seu desempenho surpreendente reacende debates sobre meritocracia, oportunidade e a capacidade de eventos alternativos transformarem carreiras.
O One Point Slam pode ser encarado como entretenimento, mas também como um alerta: o tênis pode — e deve — reinventar-se.
Perguntas e respostas:
Muito alta, se for o ponto certo no torneio certo.
Ainda não decidiu. Mas com US$ 1 milhão, opções não faltam.
Se depender da internet, sim. O sucesso viral pressiona os organizadores por uma próxima edição.



