Recentemente, as praias de Pindobal, em Belterra, e Alter do Chão, em Santarém, começaram a exibir uma coloração esverdeada e densa. Como era de se esperar, esse fenômeno chamou a atenção de moradores e banhistas. Assim, as redes sociais rapidamente se encheram de comentários, que variaram entre preocupações ambientais e reações irônicas por parte de quem já está acostumado a ver situações semelhantes.
Água esverdeada em Pindobal e Alter do Chão preocupa moradores e especialistas pic.twitter.com/HQgiKmfDCm
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 9, 2025
O que está por trás do fenômeno?
De acordo com especialistas, a coloração se deve ao acúmulo de cianobactérias e algas verdes, também conhecidas como “limo”. Embora, em geral, esses episódios tenham curta duração e apresentem baixos riscos, eles podem se tornar preocupantes caso persistam. Nesse caso, é importante destacar que essas florações podem liberar toxinas nocivas, resultando na morte de peixes e outros animais aquáticos. Além disso, em casos raros, podem causar doenças em seres humanos.
Impactos no meio ambiente e na saúde
Por conseguinte, o fenômeno gera apreensão tanto entre especialistas quanto entre frequentadores das praias. É preciso lembrar que o excesso de cianobactérias está diretamente relacionado a fatores como períodos de cheia e altas temperaturas, que favorecem a proliferação desses organismos.
Além disso, é importante mencionar que o contato com água contaminada ou a ingestão de frutos do mar expostos a essas toxinas podem trazer consequências sérias. Durante florações, algumas algas liberam compostos que comprometem não apenas a estética das praias, mas também a saúde pública, podendo causar intoxicações graves e danos ao fígado.
Como lidar com a situação?
Diante disso, a Prefeitura de Santarém, em parceria com especialistas, vem monitorando a qualidade das águas das praias da região desde 2015. Apesar de o relatório mais recente apontar boas condições de balneabilidade, é crucial que as autoridades intensifiquem os esforços para acompanhar esses fenômenos, sobretudo durante os períodos mais quentes e úmidos do ano.
Além disso, é fundamental que a população seja orientada sobre os riscos associados às florações de algas e sobre como se prevenir. Dessa forma, a conscientização pública, aliada a ações preventivas, pode mitigar os impactos ambientais e à saúde.
A importância da ação conjunta
Portanto, enquanto fatores climáticos continuam a favorecer a proliferação de cianobactérias, ações conjuntas entre governos, especialistas e comunidades tornam-se essenciais. Somente assim será possível proteger tanto o meio ambiente quanto as pessoas que dependem das praias para lazer e subsistência.
Perguntas frequentes
A coloração esverdeada é causada pelo acúmulo de cianobactérias e algas verdes, conhecidas como “limo”. Esse fenômeno ocorre principalmente em períodos de altas temperaturas e cheia dos rios, condições que favorecem a proliferação desses microrganismos.
Na maioria dos casos, o fenômeno não apresenta riscos imediatos para os banhistas. Contudo, quando as cianobactérias proliferam em excesso, elas podem liberar toxinas que causam irritações na pele, intoxicações e até problemas no fígado.
Desde 2015, a Prefeitura de Santarém monitora regularmente a qualidade das águas das praias locais. Estudos indicam que as condições são geralmente seguras para banho, mas as autoridades intensificam o controle em períodos críticos.


