O mês de agosto ganhou cor e propósito. O “Agosto Lilás” marca os 18 anos da promulgação da Lei Maria da Penha, uma das principais ferramentas jurídicas no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil.
A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, já foi responsável por salvar milhares de vidas e dar visibilidade à luta por dignidade, proteção e justiça para mulheres em situação de violência. No entanto, os desafios permanecem. Somente em 2024, o país registrou mais de 110 mil casos de violência doméstica, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Mobilização nacional vai além da segurança
Neste ano, o Agosto Lilás propõe um envolvimento coletivo. Márcia Lopes afirmou que todos os ministérios foram convocados a participar, ampliando os serviços ofertados em seus setores para atender às demandas femininas. A proposta é articular uma política intersetorial que envolva saúde, educação, cultura, assistência social, segurança pública e justiça.
Além de ações institucionais, haverá campanhas educativas nas escolas, capacitação de profissionais para acolher vítimas, ampliação da rede de apoio psicossocial e atividades de orientação jurídica. A ideia é que cada município brasileiro tenha ações voltadas para as mulheres durante o mês.
Como identificar e denunciar a violência
Um dos focos do Agosto Lilás é mostrar que a violência contra a mulher não se limita à agressão física. A campanha também esclarece formas menos visíveis de abuso, como violência psicológica, patrimonial, moral e sexual. Muitas vítimas, por desconhecimento ou medo, deixam de buscar ajuda.
A Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180, continua sendo uma das principais portas de entrada para denúncias e orientações. O serviço funciona 24 horas, é gratuito e atende em todo o país.
Ao fortalecer as políticas públicas e ampliar o acesso à informação, o governo busca garantir que nenhuma mulher esteja sozinha diante da violência.
Perguntas e respostas
Por que agosto foi escolhido como o mês de combate à violência contra a mulher?
Porque marca o aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006.
O que muda com a campanha deste ano?
Há uma mobilização maior entre os ministérios para levar ações concretas a todos os municípios.
Como identificar formas menos visíveis de violência doméstica?
A campanha orienta sobre abusos psicológicos, morais e financeiros, que também são graves.









