Advogado se Emociona no STF ao Usar Cordão de Girassol Durante Julgamento

Perrengue Mato Grosso

Um discurso emocionou ministros e participantes da sessão.

O momento ocorreu durante julgamento sobre direitos de pessoas com deficiência.

O cordão de girassol chamou atenção no plenário do STF.

Um momento de forte emoção marcou a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quinta-feira (25/6). Durante o julgamento de ações que questionam mudanças promovidas pela Reforma Tributária nas regras para a compra de veículos com isenção de impostos por pessoas com deficiência (PCD), o advogado Luiz Vilar de Araujo Neto realizou sua sustentação oral usando um cordão de girassol, símbolo de identificação de pessoas com deficiências ocultas.

As palavras que marcaram a sessão foram emoção, inclusão e direitos, temas que estiveram presentes durante toda a manifestação do advogado.

Sustentação chamou atenção no plenário

Após a leitura do relatório feita pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a fase de sustentações orais foi iniciada.

Representando o Movimento Orgulho Autista Brasil, Luiz Vilar de Araujo Neto compareceu ao plenário utilizando o cordão de girassol, acessório reconhecido como símbolo de pessoas com deficiências ocultas.

A presença do acessório acabou chamando a atenção durante a sessão da Corte.

Relato pessoal marcou o discurso

Durante os 15 minutos destinados à sustentação, o advogado afirmou possuir admiração pelos ministros do Supremo.

Também foi informado que livros escritos por praticamente todos os integrantes da Corte fazem parte de sua coleção e que um dos ministros foi seu professor na Universidade de São Paulo (USP).

Na sequência, foi explicado que um relato pessoal seria compartilhado como forma de contribuir com a discussão sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Julgamento continua no Supremo

Visivelmente emocionado, o advogado afirmou que não gostaria de expor aspectos de sua vida pessoal, mas considerava necessário dividir sua experiência durante o julgamento.

Segundo ele, o relato foi considerado importante para ampliar o debate sobre inclusão e sobre os desafios enfrentados por pessoas com deficiência.

O julgamento segue em andamento no STF e analisa ações que questionam alterações promovidas pela Reforma Tributária nas regras para a compra de veículos com isenção de impostos por pessoas com deficiência. A decisão da Corte poderá impactar diretamente a aplicação das novas regras relacionadas ao benefício fiscal.

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