Rodrigo Garro, meia do Corinthians, está no centro de uma investigação após se envolver em um acidente automobilístico com vítima fatal na madrugada de sábado (3), em La Pampa, na Argentina. O advogado do jogador, David Divan, deu detalhes sobre o caso neste domingo (4) e apresentou a versão de defesa. O episódio, que tem gerado grande repercussão, traz uma série de elementos que ainda precisam ser esclarecidos.
Segundo o advogado, Garro havia consumido “uma ou duas taças” de bebida alcoólica durante a celebração de seu aniversário antes do acidente. O jogador dirigia uma caminhonete RAM, acompanhado de Facundo Castelli, atleta do Emelec. A colisão ocorreu com uma motocicleta conduzida por Nicolás Chiaraviglio, de 30 anos, que não usava capacete e, conforme relatado pela defesa, estaria com as luzes apagadas. Além disso, a dinâmica do acidente sugere que o motociclista trafegava por uma via secundária, enquanto Garro dirigia na principal.
Versão do advogado e indiciamento
David Divan enfatizou que Rodrigo Garro não é um consumidor habitual de álcool e que o acidente foi inesperado. Ele explicou que Garro está acostumado a dirigir veículos de grande porte e conhece bem as ruas onde o incidente ocorreu. “Foi um acidente imprevisto. Ele está acostumado a dirigir caminhonetes e não conseguiu enxergar a motocicleta ao tentar virar na rua”, destacou. Ainda assim, o caso gerou o indiciamento de Garro por homicídio culposo, caracterizado pela ausência de intenção de matar.
O teste de etilômetro apontou 0,54g de álcool por litro de sangue, quantidade abaixo do mínimo de 1g exigido para configurar agravantes no código penal argentino. Além disso, foi constatado que Garro não tentou fugir do local e esteve à disposição das autoridades desde o início, o que reforça sua postura de cooperação.
Compromisso com a família da vítima
Garro e sua defesa afirmaram estar comprometidos em colaborar com a Justiça e apoiar a família de Nicolás Chiaraviglio. “Ele está preocupado e já manifestou o desejo de ajudar. Hoje mesmo tomaremos medidas para demonstrar esse compromisso”, declarou Divan. Segundo ele, a prioridade é garantir que tudo seja esclarecido e que a família receba o suporte necessário neste momento difícil.
Impactos na carreira
Além do impacto emocional do incidente, Rodrigo Garro teve a carteira de habilitação suspensa e aguardará o julgamento em liberdade. Por enquanto, não há impedimentos para que o atleta retorne ao Brasil. Ele deve se reapresentar ao Corinthians nesta terça-feira (6) para iniciar a pré-temporada, enquanto o processo segue na Argentina.
Entenda o caso
O acidente ocorreu quando Garro dirigia pela via principal e a motocicleta, conduzida por Chiaraviglio, trafegava pela via secundária. A colisão atingiu o lado do passageiro da caminhonete, causando a morte do motociclista. Embora as circunstâncias do acidente ainda estejam sendo analisadas, a versão da defesa aponta que a falta de luzes na moto pode ter contribuído para a tragédia.
Rodrigo Garro foi liberado após prestar depoimento no mesmo dia e segue acompanhado por sua família e advogado. O Corinthians mantém contato próximo com o jogador e seu defensor, garantindo assistência desde o ocorrido, enquanto também monitora os desdobramentos do caso.
Sim, o jogador afirmou ter consumido “uma ou duas taças” de bebida alcoólica durante a celebração de seu aniversário, segundo seu advogado.
Garro foi indiciado por homicídio culposo, caracterizado pela condução imprudente e negligente de veículo automotor, mas sem agravantes devido à quantidade de álcool detectada no teste.
O jogador retornará ao Brasil nesta segunda-feira (5) e se reapresentará ao Corinthians na terça-feira (6), onde aguardará o julgamento em liberdade enquanto segue colaborando com as investigações na Argentina.









