Adolescente usa técnicas de primeiros socorros e salva bebê de 1 ano em tanque de peixes em Sorriso; veja vídeo

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Uma adolescente de 13 anos ajudou a salvar um menino de 1 ano e três meses após um afogamento em um tanque de peixes, em uma propriedade na região da Poranga, em Sorriso, Mato Grosso. Luiza utilizou os conhecimentos de primeiros socorros que aprendeu no projeto Bombeiros do Futuro e realizou os primeiros procedimentos enquanto aguardava a chegada da equipe de resgate.

O caso aconteceu quando Luiza estava em casa com a mãe. Uma amiga da mãe da criança chegou desesperada e pediu ajuda. As duas correram até o tanque e encontraram outras pessoas tentando socorrer o menino, que já havia saído da água desacordado.

Adolescente aplica técnicas de primeiros socorros

Luiza percebeu que a criança estava fria, sem reação e com o peito estufado. Diante da situação, tentou se aproximar para ajudar, mas algumas pessoas inicialmente impediram que ela pegasse o menino. A mãe interveio e pediu que entregassem a criança à filha, pois conhecia os conhecimentos de primeiros socorros que a adolescente havia adquirido.

Assim que recebeu o menino, Luiza começou os procedimentos de atendimento. A adolescente contou que procurou manter a calma e utilizou os ensinamentos do Bombeiros do Futuro para tentar fazer a criança reagir.

“Na hora que minha mãe falou: ‘Dá a criança para a Luiza’, eu peguei a criança e fiz os procedimentos nela até ela acordar”, relatou.

Durante o atendimento, a menina também precisou enfrentar o desespero das pessoas que acompanhavam a situação. Mesmo diante da gravidade do caso, continuou ajudando e demonstrou determinação para manter a criança viva.

“Eu falava para ela: ‘Mãe, eu não vou deixar essa criança morrer. Ela não vai morrer nos meus braços. Ela vai sobreviver para depois poder contar essa história’”, contou.

Luiza continua atendimento durante trajeto até resgate

Depois dos primeiros procedimentos, o menino apresentou reação. Como a propriedade ficava em uma região afastada, familiares e outras pessoas colocaram a criança em um carro e seguiram até o pedágio, onde encontrariam a equipe de resgate.

Luiza continuou ajudando durante o deslocamento. Entretanto, o esforço físico começou a deixá-la exausta. Em determinado momento, a adolescente pediu que um adulto assumisse os procedimentos porque já não conseguia continuar.

“Eu fiz muito, tanto que tive que passar para um adulto fazer, porque eu não estava mais aguentando. Foi bem cansativo”, explicou.

Enquanto a filha ajudava o menino, a mãe procurava mantê-la motivada. Luiza recordou as palavras que ouviu repetidamente durante o trajeto: “Luiza, não desiste. Luiza, não desiste”.

Mesmo depois do atendimento, a adolescente contou que ainda tentava compreender a dimensão do que havia acontecido. A experiência provocou forte emoção, principalmente porque ela não sabia qual seria o resultado do socorro quando encontrou o menino desacordado.

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