Lucas Garib Dias, um jovem de 17 anos, teve seus órgãos doados pela família após expressar em um trabalho escolar seu desejo de salvar vidas. Lucas sofreu morte cerebral após um acidente de quadriciclo no último domingo (23), e a captação dos órgãos ocorreu na sexta-feira (28) na Santa Casa de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.
Segundo relatos da família, o desejo de Lucas foi conhecido através de um trabalho escolar que ele enviou para sua namorada. Ela, por sua vez, mostrou o trabalho aos pais do adolescente, que decidiram honrar a vontade de Lucas e autorizar a doação de seus órgãos.
Essa generosa ação permitirá que cinco pessoas em diferentes estados do Brasil sejam salvas: Mato Grosso, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Goiás e Pará. Este também marcou a primeira captação de órgãos realizada pela Santa Casa de Rondonópolis, destacando a importância do gesto de Lucas para a comunidade médica local e nacional.
O Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos do mundo, com mais de 59.000 pessoas na lista de espera. No entanto, a pandemia causou uma queda significativa no número de doações e transplantes, afetando diretamente pacientes em espera. A reconfiguração dos recursos hospitalares para lidar com a COVID-19 dificultou a identificação de potenciais doadores e a captação de órgãos.
A história de Lucas não apenas ilumina a necessidade de mais doadores, mas também inspira outros a considerar a doação de órgãos. Segundo o Ministério da Saúde, campanhas de conscientização são essenciais para aumentar as taxas de doação, pois muitas famílias ainda relutam em permitir a doação de órgãos de entes queridos falecidos.
Este caso destaca a importância de discutir o tema da doação de órgãos em família, garantindo que os desejos dos indivíduos sejam respeitados e que mais vidas possam ser salvas através deste ato altruísta.
