Abilio nega perseguição e ironiza ação contra comitê: ‘Estão impulsionando nossas manifestações’; veja vídeo

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não considera uma “perseguição” a ação que resultou na determinação judicial para alteração da fachada do comitê eleitoral do deputado federal Coronel Assis (PL). Em declaração nesta sexta-feira (2), Abilio adotou tom irônico e disse acreditar que a repercussão do episódio acabou ampliando a divulgação dos posicionamentos políticos defendidos pelo grupo. A declaração ocorreu durante manifestação no comitê, em meio à controvérsia sobre a pintura da fachada com as cores verde, amarelo, azul e branco.

Abilio diz que episódio ampliou repercussão

Questionado diretamente se considerava a situação uma perseguição política, Abilio rejeitou essa interpretação. Para o prefeito, a movimentação em torno do caso acabou proporcionando maior exposição às manifestações realizadas por ele e seus aliados.

“Não, eu não acredito que seja uma perseguição, não. Eu acredito que seja um impulsionamento”, afirmou.

Abilio relacionou a declaração às regras eleitorais sobre divulgação de conteúdo nas redes sociais. No entanto, a fala teve caráter político e irônico, sem indicar que houve contratação formal de impulsionamento por parte dos adversários.

“Nós estamos num período que não pode mais impulsionar a publicação, mas eu tenho certeza que eles vão continuar impulsionando as nossas manifestações e os nossos posicionamentos”, completou.

Discussão começou por causa da fachada

A declaração ocorreu no contexto da disputa judicial envolvendo o comitê de Coronel Assis. A Justiça Eleitoral determinou a adequação da fachada após questionamento sobre a propaganda eleitoral instalada no imóvel.

Coronel Assis anunciou que recorrerá da determinação. O parlamentar argumenta que pretende preservar elementos visuais associados à bandeira brasileira e afirmou que sua assessoria jurídica levará o caso às instâncias superiores.

Abilio também participou da mobilização e defendeu publicamente a utilização das cores nacionais. Em outra declaração durante o ato, o prefeito afirmou que “a bandeira brasileira não tem partido político” e criticou adversários de esquerda.

Prefeito transforma polêmica em discurso político

Ao rejeitar a expressão “perseguição”, Abilio apresentou uma leitura diferente sobre os efeitos políticos do episódio. Segundo ele, a própria repercussão da controvérsia contribuiu para ampliar a circulação das manifestações realizadas pelo grupo.

A declaração, entretanto, representa uma avaliação política do prefeito sobre a repercussão do caso e não significa que tenha ocorrido impulsionamento pago das publicações.

A discussão acontece na reta final da campanha eleitoral de 2026. Coronel Assis mantém a intenção de recorrer da decisão, enquanto Abilio passou a utilizar publicamente o episódio para defender o uso das cores e dos símbolos nacionais pelo grupo político.

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