O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que seu grupo político não defende um “Brasil pintado de vermelho” ao criticar, nesta sexta-feira (2), a decisão da Justiça Eleitoral que determinou a cobertura ou repintura da fachada do comitê do deputado federal e candidato à reeleição Coronel Assis (PL), na Avenida Mato Grosso, em Cuiabá. Durante ato realizado no local, Abilio defendeu a manutenção das cores verde, amarela, azul e branca e argumentou que a bandeira brasileira representa toda a população, independentemente de posição política. A determinação judicial ocorreu após ação do PCdoB e considerou que a pintura, quando associada à identificação eleitoral existente no imóvel, ampliava o impacto visual da propaganda.
“Aqui todos vão defender o Brasil”
Durante a manifestação, Abilio utilizou a cor vermelha, tradicionalmente associada a partidos de esquerda, para criticar seus adversários políticos e defender as cores oficiais da bandeira nacional.
“Olha, se fosse pedir para pintar essa bandeira de vermelho, eles aceitariam, né? Mas infelizmente não faramos isso. Felizmente para nós, infelizmente para eles”, declarou Abilio.
Em seguida, o prefeito reforçou o posicionamento e afirmou que seus aliados não pretendem abandonar as cores nacionais.
“Aqui não tem nenhum de nós aqui que defende um Brasil pintado de vermelho. Aqui todos vão defender o Brasil. Verde, amarelo, azul, branco e todas as cores que na bandeira compõem”, afirmou.
A declaração ocorreu durante um ato no Comitê Azulão, onde Abilio e Coronel Assis também pintaram a bandeira brasileira em camisetas brancas como reação à controvérsia envolvendo a fachada.
Justiça questionou impacto visual da propaganda
Apesar das críticas feitas pelo prefeito, a decisão judicial não estabeleceu uma proibição geral ao uso das cores ou da bandeira brasileira. O entendimento divulgado sobre o processo aponta para a combinação entre a pintura da parede e os demais elementos de identificação eleitoral instalados no comitê.
A Justiça Eleitoral determinou que Coronel Assis cubra ou repinte a fachada e estabeleceu prazo de 24 horas para cumprimento da medida, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Segundo a decisão, a composição visual formada pela fachada e pela propaganda eleitoral ultrapassou os limites permitidos.
Assis anuncia recurso contra determinação
Coronel Assis também contestou a decisão e afirmou que sua assessoria jurídica já apresentou recurso. O deputado declarou que pretende levar a discussão às instâncias superiores para tentar manter a identidade visual do comitê.
Durante o mesmo ato, Abilio sustentou que a bandeira brasileira não pertence a um partido político e afirmou que continuará defendendo o uso do símbolo nacional. A manifestação ocorreu na reta final da campanha eleitoral de 2026 e também serviu para mobilizar apoiadores para uma carreata marcada para este sábado (3), com concentração no Comitê Azulão.
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