Um enxame com cerca de 10 mil abelhas decidiu parar sob o baú de uma moto estacionada em uma loja de carros de luxo próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília. Curiosos, clientes e funcionários observaram o grupo aglomerado sobre a traseira do veículo, acima da placa. Apesar do susto inicial, ninguém sofreu ferroadas, e a situação permaneceu segura enquanto os insetos descansavam temporariamente.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 26, 2025
Ação rápida do apicultor garante segurança
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) percebeu o risco potencial e, por isso, acionou imediatamente o apicultor José Serafim, de 49 anos. Em aproximadamente uma hora, Serafim retirou o enxame sem ferir nenhuma abelha. Segundo ele, os insetos estavam em trânsito e aproveitaram a moto como ponto de descanso. “O enxame parou temporariamente para proteger e recuperar a energia da abelha-rainha”, explicou o apicultor. Dessa forma, a operação ocorreu de maneira segura para todos.
Por que enxames param durante a migração
Especialistas em apicultura afirmam que enxames grandes se deslocam constantemente em busca de novos locais para formar colônias. Durante esse trajeto, eles frequentemente param em árvores, construções ou até veículos, permanecendo agrupados para proteger a rainha. Além disso, essas pausas temporárias, conhecidas como “pit-stops”, duram algumas horas e permitem que os insetos se recuperem. Por esse motivo, a presença de profissionais capacitados é essencial para remover os enxames sem riscos.
Preservação das abelhas e conscientização urbana
Casos como o registrado nesta segunda-feira reforçam a importância de respeitar o comportamento natural das abelhas. Além disso, esses episódios lembram que os insetos desempenham papel vital na polinização de plantas, na produção agrícola e na manutenção do equilíbrio ambiental. Portanto, a ação de apicultores garante que tanto as pessoas quanto as colônias se mantenham seguras, promovendo preservação e segurança ao mesmo tempo.
Perguntas frequentes
Porque a abelha-rainha precisava de uma pausa durante a migração, e o grupo a protegeu.
Geralmente algumas horas, até que a rainha recupere energia suficiente para continuar a viagem.
Normalmente não; elas só se defendem se se sentirem ameaçadas ou pressionadas.




