O abandono de animais em Cuiabá segue visível nas ruas e bairros da capital. Cães e gatos vagam sem alimento, abrigo ou atendimento médico. Enquanto isso, protetoras independentes e ONGs assumem a linha de frente do resgate.
O problema, é a falta de apoio na causa, tanto em tempo quanto as despesas, segundo a psicóloga Marimar Michels, o desafio vai além de retirar o animal da rua. “Não é só resgatar. As despesas veterinárias são altas e poucas clínicas oferecem desconto. Depois do resgate, fica a pergunta: onde colocar?”, afirmou.
A conta que não fecha
O custo do cuidado é alto. Castrações, vacinas e tratamentos contra doenças comuns, como cinomose e esporotricose, pesam no orçamento. Além disso, muitos animais chegam debilitados e exigem internação.
Sem política pública ampla de castração, o ciclo se repete. Especialistas apontam que a esterilização em massa reduz a população de rua no médio prazo. No entanto, essas ações ainda ocorrem de forma pontual no estado.
Lares temporários no limite
Após o resgate, surge outro impasse: onde abrigar. Voluntários recorrem a lares temporários, que já operam no limite. A adoção responsável avança, mas não acompanha o número de abandonos.
Além disso, a legislação prevê punição para maus-tratos, com pena de reclusão e multa. Porém, a fiscalização enfrenta entraves e depende de denúncias formais.
Políticas públicas e conscientização
Protetores defendem campanhas educativas permanentes nas escolas e nos bairros. Também cobram programas contínuos de castração e microchipagem.
O problema exige ação conjunta e as falas dos protetores e pessooas engajadas na causa, evidenciam a sobrecarga enfrentada por voluntários que bancam consultas, cirurgias e medicamentos com recursos próprios.
A denúncia pode ser feita à Polícia Civil, à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) ou pelo 197
Primeiro, verifique se o animal usa coleira ou identificação. Depois, ofereça água e acione uma ONG ou protetor local.
Sim. A legislação prevê prisão e multa.


