“A sociedade precisa saber onde ele está”: projeto quer endurecer penas para pedófilos e criar rastreamento nacional; Veja vídeo

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A proposta que promete mudar a forma como o Brasil lida com crimes contra crianças pode entrar na pauta do Senado ainda nesta semana. O projeto de lei, apoiado pela senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), busca endurecer as penas para pedófilos e também pressionar pela regulamentação imediata do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crimes Sexuais contra Crianças e Adolescentes.

A iniciativa reflete uma crescente demanda social por respostas mais duras e efetivas frente aos recorrentes casos de abuso sexual infantil no país, além de colocar em debate a importância da prevenção e da vigilância pós-cárcere.

Monitoramento após a prisão é o ponto-chave

Durante sua fala, Buzetti destacou que não basta condenar os agressores. Segundo ela, é essencial que a sociedade tenha meios de saber onde esses criminosos estão após o cumprimento da pena. Essa medida segue o exemplo de países como os Estados Unidos, onde bancos de dados públicos informam a localização de estupradores condenados.

Cadastro nacional existe, mas ainda não funciona

Embora o Cadastro Nacional de Criminosos Sexuais já tenha sido instituído por lei em 2021, ele ainda não está ativo. A ausência de regulamentação tem impedido sua efetivação, o que gera preocupação entre especialistas em segurança e proteção da infância.

Margareth Buzetti cobrou agilidade nesse processo, argumentando que o sistema só será útil quando integrado às forças de segurança pública e acessível a órgãos responsáveis por contratação de profissionais que lidam com crianças.

Endurecimento das penas recebe apoio da população

O projeto também propõe o aumento do tempo mínimo de prisão para abusadores e limita a progressão de pena em casos específicos. Segundo levantamentos recentes, mais de 80% da população brasileira é favorável a penas mais rígidas para esse tipo de crime.

Perguntas e respostas

O cadastro de pedófilos já existe?
Sim, foi criado por lei, mas ainda não foi regulamentado e não está em funcionamento.

O projeto prevê vigilância após o cumprimento da pena?
Sim, a proposta exige monitoramento contínuo de abusadores mesmo após a prisão.

A sociedade poderá consultar o cadastro?
A proposta sugere que o cadastro seja acessível a órgãos públicos e autoridades responsáveis.

Fabíola Maria Costa Silva

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