A Polícia Federal recuperou R$ 429 mil em espécie depois que um investigado arremessou uma mala pela janela de um apartamento no 30º andar, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O caso ocorreu nesta quarta-feira (11/2), durante a terceira fase da Operação Barco de Papel. Os agentes cumpriam mandado de busca e apreensão quando o ocupante tentou descartar o dinheiro ao perceber a chegada da equipe.
A mala despencou do alto do edifício e parte das cédulas se espalhou pela área externa, criando uma verdadeira “chuva de dinheiro”. Um vizinho chegou a recolher algumas notas do chão, mas os policiais federais agiram rápido, localizaram o montante e apreenderam todo o valor.
Tentativa de se livrar de provas chamou atenção dos agentes
Os investigadores entraram no imóvel ligado a alvos da operação e iniciaram as buscas. Ao notar a movimentação policial, um dos presentes lançou a mala pela janela em uma tentativa de ocultar valores. A atitude reforçou as suspeitas de que investigados atuaram para esconder patrimônio e dificultar o avanço das apurações.
Além do dinheiro, a PF apreendeu dois veículos de luxo, uma Porsche e uma BMW, dois celulares e diversos documentos.
Operação apura esquema com recursos da Rioprevidência
A Operação Barco de Papel investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro ligados à aplicação de recursos da Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master, instituição que o Banco Central liquidou. A investigação também envolve o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, preso na semana passada.
A PF aponta indícios de que envolvidos removeram documentos, apagaram registros digitais e deslocaram bens após as primeiras fases da operação.
Foco agora está na recuperação de patrimônio
Nesta etapa, a Polícia Federal concentra esforços para localizar e recuperar valores que investigados possam ter ocultado. A corporação segue com diligências e perícias para esclarecer o destino dos recursos e responsabilizar todos os envolvidos.
Perguntas e respostas
R$ 429 mil em espécie.
Dois carros de luxo, celulares e documentos.
Crimes financeiros ligados à Rioprevidência.



