A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24/2), a Operação Sem Remorso para investigar um ex-gerente da Caixa Econômica Federal suspeito de desviar cerca de R$ 1 milhão da instituição. A ação ocorreu em Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina.
Foto/ vídeo: Metropoles
Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do investigado. Durante a operação, eles recolheram documentos, um telefone celular e um carro de luxo. A equipe encaminhou o material para análise pericial com o objetivo de aprofundar as apurações e identificar possíveis envolvidos.
Movimentações suspeitas atingiram principalmente idosos
Segundo a Polícia Federal, o ex-gerente utilizou as atribuições do cargo para realizar movimentações e saques sem autorização em contas de clientes da agência. A investigação aponta que idosos teriam sido os principais prejudicados.
Os investigadores analisam extratos bancários e registros internos para mapear o fluxo do dinheiro. A suspeita indica que o investigado aproveitou a confiança depositada na função para executar o esquema.
Prejuízo milionário e demissão administrativa
O prejuízo estimado gira em torno de R$ 1 milhão, considerando valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022. A Caixa instaurou processo administrativo disciplinar contra o então gerente. A apuração interna resultou na demissão dele em julho do ano passado, após a instituição considerar a conduta incompatível com o cargo.
A medida administrativa ocorreu antes da deflagração da operação policial, mas as investigações criminais seguiram em curso.
Crime de peculato está sob apuração
A Polícia Federal apura o crime de peculato, que ocorre quando servidor público se apropria de valores ou bens sob sua responsabilidade. Caso a Justiça confirme as acusações, o investigado poderá responder criminalmente.
A corporação não divulgou o nome do suspeito. As diligências continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e dimensionar o alcance do esquema.
Perguntas e respostas:
A Operação Sem Remorso.
Cerca de R$ 1 milhão, segundo a investigação.
Peculato, que envolve apropriação indevida de recursos públicos.



