A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na manhã deste sábado (28/2), a Operação Fim de Jogo para desarticular grupos que promoviam “bailes virtuais” na plataforma Roblox, muito utilizada por crianças e adolescentes. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) conduziu a ação e prendeu um homem em Duque de Caxias, que administrava uma das salas chamadas “Baile da Rocinha”.
Foto/ Vídeo: Metropoles
A polícia iniciou a investigação em janeiro após denúncias de que usuários criavam no Roblox espaços que reproduziam bailes funk com temática criminosa e promoviam conteúdo impróprio para menores. Os ambientes virtuais incentivavam consumo de drogas, porte de armas, exaltação de facções criminosas e a prática de crimes.
As autoridades analisaram os espaços virtuais, identificaram responsáveis e tomaram medidas para bloquear conteúdos ilegais, protegendo crianças e adolescentes do acesso a atividades criminosas e garantindo que os envolvidos fossem responsabilizados.
Exploração sexual e violência virtual
A Dcav identificou que participantes podiam realizar “jobs”, termo relacionado à exploração sexual virtual. O material circulava em um ambiente acessível a crianças e adolescentes, tornando a situação ainda mais grave. A polícia destacou que a ação visa proteger menores de conteúdos que simulam violência ou incentivam práticas ilícitas.
Prisões e diligências reforçam combate digital
Além da prisão do responsável pelo “Baile da Rocinha”, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a outro investigado. Ao todo, a investigação conseguiu mapear ao menos dois organizadores dos bailes virtuais e responsabilizar os envolvidos.
A Operação Fim de Jogo reforça o monitoramento de plataformas on-line e a fiscalização de crimes digitais envolvendo menores de idade, mostrando que a polícia atua rapidamente contra a disseminação de conteúdos ilegais na internet.
Perguntas e respostas
O administrador de uma sala conhecida como “Baile da Rocinha”.
O Roblox, popular entre crianças e adolescentes.
Violência, exaltação de facções, drogas e exploração sexual virtual.



