Obra da Vila Olímpica em SP aumenta custos e continua paralisada; Veja vídeo

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Reprodução: Metrópoles

A pista atlética da Vila Olímpica Mário Covas, na zona oeste de São Paulo, permanece abandonada há nove meses e vai custar R$ 11,7 milhões a mais ao governo estadual. A paralisação ocorre após sucessivos atrasos, aditamentos de contrato e tentativas frustradas de concluir a obra.

Contratada aumenta prazos e valores

Nos três anos seguintes à assinatura do contrato, a construtora Recoma solicitou três aditamentos, elevando o preço e estendendo o prazo de entrega da pista. Em janeiro de 2025, a empresa pediu um quarto aditivo, que a Secretaria Estadual de Esportes (Sesp) recusou. A pasta rescindiu o contrato e tentou abrir nova licitação, mas o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) suspendeu o processo, apontando risco de desperdício do trabalho já realizado.

Novo convênio vai recompor obra

Em novembro de 2025, o governo publicou um convênio de R$ 24,7 milhões para “execução do remanescente da obra”. A licitação definirá a nova contratada após decisão favorável do TCE-SP. Os R$ 11,7 milhões adicionais representam a soma dos R$ 37 milhões já pagos à Recoma e o valor previsto no novo convênio.

A administração precisa refazer a pista

A Secretaria de Esportes informou que será necessário refazer totalmente a pista, o que corresponde a “aproximadamente 30% do valor total da obra”. A pasta ainda justificou o novo convênio pela “recomposição e reexecução de outros serviços comprometidos” e pela “atualização de preços”, já que o contrato original tinha data-base de fevereiro de 2022, e o orçamento atualizado adota maio de 2025.

O atraso prolonga a paralisação e eleva o custo do projeto para o governo estadual. Especialistas em obras públicas alertam que aditamentos frequentes e falhas na gestão aumentam os riscos de desperdício de recursos e atraso na entrega de infraestrutura.

Perguntas frequentes

Quanto vai custar a pista da Vila Olímpica?

A obra vai custar R$ 11,7 milhões a mais, além dos R$ 37 milhões já pagos à Recoma.

Por que a Recoma não terminou a obra?

A empresa pediu quatro aditivos; o último foi recusado pela Sesp, que rescindiu o contrato.

Quando a obra será concluída?

A conclusão depende de nova licitação e aprovação do TCE-SP; não há data definida.

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