A participação no crime foi negada pelo empresário preso no Distrito Federal.
A arma encontrada na residência foi atribuída a terceiros.
A investigação do duplo homicídio foi mantida pela Polícia Civil.
O empresário Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, preso na sexta-feira (17) por suspeita de envolvimento na morte do casal Leonardo de Oliveira Campos e Rayane Lins Farias Campos, em Ponte Alta, no Gama (DF), teve a versão apresentada durante depoimento à Polícia Civil. Qualquer participação no crime foi negada, e o desconhecimento sobre a autoria dos assassinatos foi afirmado pelo investigado.
Segundo o depoimento, a arma de fogo e as munições encontradas escondidas dentro de um ar-condicionado portátil na residência do empresário teriam sido colocadas por terceiros. O armamento foi localizado por agentes da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) e encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC), onde uma perícia será realizada para verificar se a arma foi utilizada no duplo homicídio.
Funcionários foram citados durante depoimento
Durante o interrogatório, a contratação de sete pessoas para uma reforma na residência foi relatada por Evandro. Ainda segundo ele, os trabalhadores foram demitidos antes da conclusão do serviço por causa de desentendimentos sobre a forma de execução da obra.
A possibilidade de a arma ter sido escondida na casa como forma de vingança foi levantada pelo empresário. Conforme declarado, um dos antigos funcionários poderia ter colocado o armamento no imóvel para que uma futura incriminação fosse provocada.
Motivação política também foi mencionada
Outra hipótese apresentada durante o depoimento foi a de uma suposta perseguição motivada por posicionamentos políticos publicados nas redes sociais. De acordo com o empresário, prejuízos poderiam estar sendo causados em razão das manifestações feitas por ele na internet.
A suspeita de que pessoas ligadas ao cenário político estariam envolvidas nessa situação também foi mencionada durante o interrogatório.
Arma segue sob análise da perícia
A compra da arma encontrada na residência também foi negada por Evandro. O pagamento pelo armamento não foi reconhecido pelo empresário, que ainda afirmou não se lembrar de ocorrências anteriores relacionadas a armas de fogo.
Enquanto isso, a arma apreendida permanecerá sob análise do Instituto de Criminalística. O resultado da perícia será utilizado para verificar se o armamento possui ligação com o assassinato do casal, enquanto as investigações do caso seguem em andamento pela Polícia Civil.
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