A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que nove paramédicos morreram e outros sete ficaram feridos após cinco ataques contra serviços de saúde no sul do Líbano, ocorridos neste sábado (28/3). Os bombardeios coincidiram com o primeiro mês dos ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Impacto devastador nos serviços de saúde
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou publicamente as ações e destacou o impacto devastador sobre a saúde da população local. “Os repetidos ataques prejudicaram gravemente os serviços de saúde no sul do Líbano. Quatro hospitais e 51 centros de atenção primária estão fechados, e muitas outras unidades operam com capacidade reduzida”, declarou.
Foto/ Vídeo: Reuters
Jornalistas também são vítimas
Além dos paramédicos, um ataque separado resultou na morte de três jornalistas: Fatima Ftouni, repórter da Al Mayadeen, Mohammed Ftouni, cinegrafista, e Ali Shuaib, repórter da Al Manar. O Exército de Israel reconheceu o ataque e alegou que Shuaib estaria infiltrado em uma unidade de inteligência do grupo extremista Hezbollah.
Condições críticas para atendimento
As autoridades de saúde locais enfrentam enormes dificuldades para atender pacientes, enquanto equipes médicas trabalham em condições precárias, com falta de equipamentos e medicamentos essenciais. A OMS reforçou que ataques a trabalhadores de saúde violam normas internacionais e comprometem a assistência às populações mais vulneráveis em áreas de conflito.
Pressão internacional por proteção
Organizações internacionais e humanitárias pressionam por investigações sobre os bombardeios e pedem a garantia de proteção a profissionais da saúde e jornalistas. A comunidade internacional acompanha de perto a escalada de violência, alertando para o risco de intensificação do conflito e aumento do número de vítimas civis.
Perguntas e respostas:
A entidade mantém observatórios globais que registram incidentes contra profissionais e infraestrutura médica, verificando danos e vítimas.
Eles interrompem atendimentos essenciais, aumentam o risco de mortes evitáveis e deixam a população vulnerável sem cuidados médicos básicos.
Tratados como o Direito Internacional Humanitário proíbem ataques contra profissionais de saúde e hospitais em zonas de conflito.



