“A morte não pode ser objetivo de uma operação”: Jandira Feghali critica ação mais letal da história do Rio; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou duramente a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou 130 mortos, segundo a Defensoria Pública do Estado. Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (29), a parlamentar afirmou que a “morte não pode ser o objetivo de uma política de segurança pública” e cobrou responsabilização do governo estadual pelas mortes registradas.

A operação, considerada a mais letal da história fluminense, reacendeu o debate sobre o uso da força nas comunidades e a eficácia das estratégias de enfrentamento ao crime organizado.

O discurso de Jandira e o pedido de responsabilização

Jandira Feghali responsabilizou o governo estadual pela “tragédia humanitária”. A deputada questionou a justificativa do governador Cláudio Castro, que chamou os policiais mortos de “verdadeiras vítimas”. Ela declarou inaceitável que o poder público trate comunidades como campo de guerra e afirmou que o Estado fracassou ao deixar mais de uma centena de mortos. A parlamentar pediu uma investigação independente e criticou o governador por tentar transferir culpas para a União.

Um Rio dividido entre o medo e a desconfiança

As palavras da deputada ecoam em meio à dor e à confusão que tomaram conta das comunidades da Penha e do Alemão desde a madrugada da operação. Moradores relataram horas de tiroteio, desaparecimentos e corpos sendo recolhidos por familiares e vizinhos. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram dezenas de mortos cobertos por lonas, naquilo que ativistas chamaram de “massacre do Alemão”.

O debate sobre o papel da União e o futuro das operações

Cláudio Castro acusou a União de não apoiar a operação, mas o Ministério da Justiça negou a existência de um pedido formal. Jandira Feghali criticou a falta de coordenação e defendeu um novo modelo de segurança com menos confronto. “Segurança não se constrói com cadáveres”, concluiu a deputada.

Perguntas e respostas

O que Jandira Feghali criticou em seu discurso?

Ela afirmou que a morte não pode ser o objetivo de uma política de segurança pública e pediu responsabilização do governo estadual.

Por que o governador Cláudio Castro foi alvo das críticas?

Porque alegou estar “sozinho” no combate ao crime e culpou a União pela falta de apoio, o que Jandira classificou como tentativa de transferir responsabilidades.

Qual foi o saldo da operação que motivou as críticas?

Segundo a Defensoria Pública, a ação deixou 130 mortos, sendo 128 civis e quatro policiais.

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