A investigação sobre o furto de R$ 500 mil em joias no Shopping Passeio das Águas, na Avenida Perimetral Norte, em Goiânia, revelou novos detalhes sobre o planejamento do crime. Alisson Sousa Oliveira, de 28 anos, confessou que organizou a ação durante cinco meses antes de executá-la. Além disso, ele afirmou que contou com o apoio de um funcionário de uma loja vizinha à joalheria para viabilizar o acesso ao local.
Segundo o próprio relato, ele não utilizou a entrada principal do estabelecimento. Em vez disso, invadiu uma loja ao lado e, em seguida, abriu um buraco na parede para alcançar o interior da joalheria. Depois disso, esvaziou vitrines e recolheu colares, relógios e peças de alto valor. As imagens de segurança registraram toda a movimentação. Logo após o furto, ele deixou o shopping e seguiu para o Distrito Federal.
Confissão detalha venda das joias e divisão do dinheiro
Durante a prisão realizada pela ROTAM, em Santo Antônio do Descoberto, o suspeito explicou como tentou transformar o produto do crime em dinheiro. Ele declarou que vendeu as joias na Feira dos Importados, em Brasília, por R$ 56 mil. Além disso, afirmou que pagaria R$ 10 mil ao funcionário que teria colaborado com a ação. No entanto, segundo o próprio relato, ele ainda não havia recebido o valor integral da negociação. Enquanto isso, a polícia intensificou as buscas para identificar o receptador e confirmar a possível participação do comparsa.
Juíza considera prisão ilegal e autor responde em liberdade
Apesar da confissão e dos elementos reunidos na investigação, a juíza responsável pelo caso entendeu, durante a audiência de custódia, que a prisão ocorreu de forma ilegal. Com isso, determinou a soltura do investigado. Agora, ele responderá ao processo em liberdade. Ainda assim, a investigação continua, principalmente para localizar as joias e apurar o envolvimento de outras pessoas.
Perguntas e respostas:
Ele confessou que planejou o crime durante cinco meses.
Ele abriu um buraco na parede a partir de uma loja vizinha.
A juíza considerou a prisão ilegal durante a audiência de custódia.






