“A vida do Gustavo foi ceifada”: Família pede justiça por menino de 3 anos morto pelo pai; veja vídeo

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A família de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, divulgou um vídeo nas redes sociais cobrando justiça pela morte da criança, encontrada sem vida na casa do pai na última segunda-feira (3), em Palmas (TO).

Nas imagens, parentes aparecem segurando cartazes e fazem um apelo à população para participar de uma caminhada em homenagem ao menino. O caso ganhou grande repercussão após a prisão do pai e da madrasta, que são investigados pela morte da criança.

O vídeo foi publicado pela tia de Gustavo, Priscila Oliveira, na quarta-feira (5). Além de pedir justiça, os familiares também exibem cartazes com mensagens em memória do menino e críticas ao pai, Igor Gustavo Veloso de Sousa.

Família convoca caminhada

Durante a gravação, uma das familiares convida a população para participar de uma mobilização em homenagem à criança.

“Venho aqui chamar todas as mães, toda a população para poder ir com a gente nessa luta em busca da justiça de Gustavo. Pois o que queremos no momento é somente justiça. Justiça pela vida que foi ceifada do nosso pequeno Gustavo”, afirmou.

Os participantes também exibiram cartazes com a frase “Justiça por Gustavo” e “Não à Lei da Alienação Parental”.

Pai e madrasta foram presos

Na madrugada desta quinta-feira (6), a Polícia Civil do Tocantins prendeu o pai da criança, o advogado e empresário Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a madrasta, Kathellen Moreira.

Os dois são investigados no inquérito que apura a morte do menino. O momento da prisão foi registrado em vídeo.

Laudo aponta múltiplas lesões

Segundo a certidão de óbito, Gustavo morreu em decorrência de choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal (reto) e violência sexual anal.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), o pai compareceu à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para comunicar a morte do filho. Em depoimento, afirmou que encontrou a criança sem vida pela manhã, mas disse que, por estar emocionalmente abalado, procurou a polícia apenas horas depois.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que continua ouvindo testemunhas e reunindo provas para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Gustavo Veloso Feitosa.

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