A Cavalaria da Polícia Militar prendeu dois homens, de 19 e 25 anos, na noite de quinta-feira (4), no bairro Primavera II, em Nova Mutum. A equipe apreendeu porções de maconha, balanças de precisão, celulares e materiais usados no preparo e na venda de drogas. A Polícia Civil investiga os suspeitos por tráfico de drogas, associação para o tráfico e possível ligação com organizações criminosas.
Os policiais realizavam patrulhamento quando identificaram um dos suspeitos em atitude considerada suspeita. Ao perceber a aproximação da viatura, o homem demonstrou nervosismo, desobedeceu às ordens da equipe e arremessou o próprio celular ao chão para tentar danificar o aparelho.
Durante a abordagem, os militares encontraram duas porções de maconha. Questionado, o suspeito admitiu que vendia drogas na região e informou que mantinha mais entorpecentes na residência onde morava.
Polícia encontra mais drogas escondidas dentro de geladeira
Após receber autorização para entrar no imóvel, a equipe localizou outras porções de maconha escondidas dentro de uma geladeira. Os policiais também apreenderam uma balança de precisão utilizada para fracionar os entorpecentes destinados à comercialização.
Enquanto a ocorrência seguia, o segundo morador chegou à residência. Durante as buscas, os militares encontraram outra balança de precisão no quarto dele. Ao prestar esclarecimentos, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a origem do equipamento.
A ação resultou na apreensão de quatro celulares, embalagens tipo zip lock, um rolo de papel filme, duas balanças de precisão, porções de maconha e um dispositivo de condução elétrica. Os policiais encaminharam todo o material para a Delegacia de Polícia Civil.
Investigação apura possível conexão com PCC e Comando Vermelho
Durante a ocorrência, um dos suspeitos relatou aos policiais que comprava drogas de integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) para revender em Nova Mutum. A Polícia Civil incluiu a informação na investigação.
Os investigadores agora analisam os celulares apreendidos para identificar possíveis fornecedores, compradores e integrantes da rede criminosa. A apuração também busca confirmar se os suspeitos atuavam como intermediários no comércio ilegal de drogas na cidade.
A polícia pretende identificar a origem dos entorpecentes e verificar a existência de conexões com facções criminosas que atuam em Mato Grosso.




